Arquivo

On the Road

Posts em On the Road.

De bicicleta pela Rambla | URUGUAI

Já faz quase uma no que estive no Uruguai, tanta coisa mudou desde então. Mas uma coisa não mudou nadinha. O amor que eu senti pelo paízito assim que coloquei meus pés em solo uruguaio. E estar no Uruguai e não provar as delícias tradicionais é quase como não ter ido.

Eu já não consumo tanta carne quanto consumia em Julho de 2016 (aliás o consumo de carne na minha vida é quase zero e esse processo de retirar a carne da minha alimentação vem ocorrendo há quase dois anos), mas editando o vídeo não pude deixar de lembrar do quanto foi bacana a experiência de comer no Mercado del Puerto, sair meio bêbada de medio medio e encerrar o almoço (caro, sim, mas delicioso) com um maravilhoso alfajor. E para encerrar com chave de ouro, fiz uma coisa que sempre quis fazer em todas as minhas viagens e por um motivo ou outro nunca fazia: alugar uma bicicleta para um passeio. E que passeio, andar pela Rambla por si só já é uma experiência maravilhosa, de bicicleta então, sem palavras.

Não consegue assistir? Assiste direto no Youtube e aproveita para conhecer o canal, tem vários vídeos bacanas por lá.

Punta del Este e Punta Ballena em um dia?

Terceiro dia no Uruguai! Caraca, nem acredito que esse vlog saiu. Modéstia à parte, acho que ficou bem bacana. E pra onde eu fui? Fui conhecer a luxuosa Punta del Este. De quebra passei em Punta Ballena e na Casa Pueblo, roteiro obrigatório (na minha opinião, claro). Ah o litoral uruguaio, tão lindo. Uma pena que era inverno e eu não pude mergulhar em águas internacionais.

Não consegue assistir? Assiste direto no Youtube e aproveita para conhecer o canal, tem vários vídeos bacanas por lá.

Dani viaja: comida, museu e até uma múmia!

Hoje tem vlog, tem sim senhor!

Meu segundo dia no paízito foi cheio de comida e de visitas a museu. E teve até uma múmia de verdade descoberta totalmente por acaso no Museu de História da Arte.

O Uruguai é um país pequenino que faz fronteira com o Rio Grande do Sul e já é destino carimbado para muito conterrâneos gaúchos e tem se tornado um destino bastante procurado pelos brasileiros. Eu ainda não conhecia e fiquei muito feliz de poder, finalmente, visitar os hermanos do paízito.

Assista o vídeo e não esqueça de curtir, comentar e se inscrever no canal ?

Não consegue assistir? Assista diretamente pelo Youtube. ?

Dani viaja: Uruguai – reconhecimento no centro histórico e 18 de Julho

YAY! Finalmente o canal deu um suspiro de vida. E dessa vez com uma nova série super bacana. Vou mostrar meu primeiro dia, na minha primeira vez no país vizinho. O Uruguai é um país pequenino que faz fronteira com o Rio Grande do Sul e já é destino carimbado para muito conterrâneos gaúchos e tem se tornado um destino bastante procurado pelos brasileiros. Eu ainda não conhecia e fiquei muito feliz de poder, finalmente, visitar os hermanos do paízito.

Assista o vídeo e não esqueça de curtir, comentar e se inscrever no canal 😉

Não consegue assistir? Assista diretamente pelo Youtube. 🙂

6 em 6 – Setembro de 2015

Finalmente eu voltei com o projeto 6 em 6. Apesar da simplicidade que é postar seis fotos no blog todo dia 6 do mês, sem tema nem nada, eu estou há mais de um ano sem conseguir postar fotos no dia 6. Como estou tentando voltar com força total para o universo blogueiro, quero essa pauta fixa daqui por diante.

Então lá vai. Esse mês resolvi postar algumas fotos das minhas últimas viagens para dar um gostinho do que vem por aí: posts recheados de dicas e experiências de viagem.

Casa Rosada em Buenos Aires

Paranapiacaba, São Paulo

La Sebastiana, uma das casas museu de Pablo Neruda, em Valparaíso, Chile

Macchu Picchu no Peru

Farol de Klein Curaçao em Curaçao

Vista de cima do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro

Então, um destino, uma foto. Internacionais, nacionais, não importa, o que importa é viajar! Até mais, e não esqueça de deixar seu comentário. 😉

Viajar: uma necessidade.

Viajar é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. Infelizmente durante muito tempo eu não consegui sequer sair da região metropolitana do meu estado, mas isso mudou. Não porque eu fiquei rica ou viajar de repente se tornou super barato. Não. Eu mudei minha atitude. deixei de ter pena de mim porque não tinha dinheiro, deixei de ter pena de mim porque não tinha tempo. Quer saber de uma coisa? Isso são apenas desculpas. Desculpas que eu e mais um montão de gente arranja todos os dias para adiar aquilo que tem vontade de fazer mas, ou tem medo, ou não quer de verdade, ou está tão preso aos velhos costumes que não consegue escapar do mundinho particular. Poderia acrescentar mais um monte de OUs ainda, mas vou parar por aqui.

É claro que algumas dessas desculpas podem ser bem reais e muitas vezes podem nos imobilizar. A mais comum delas é a falta de dinheiro. Muitas pessoas, muitas mesmo, ganham menos do que o suficiente para garantir uma vida razoável para si e para sua família (quando é o caso). A insegurança de colocar o pé na estrada é algo que preocupa muita gente (seja por não saber a língua do lugar, ou por não achar um lugar seguro para ir) e ainda mais as mulheres, porque além de enfrentar a violência (roubos, assaltos, arrastão, etc. sem contar os inúmeros casos de homofobia e racismo) que infelizmente tem se tornado a cada dia mais corriqueira, o machismo nosso de casa dia torna viajar algo ainda mais perigoso para as mulheres, principalmente aquelas que viajam sozinhas. Exatamente por isso eu não uso o meu exemplo para julgar alguém que não viaja ou viaja menos do que gostaria.

Comigo aconteceu assim: deixei de lado essas desculpas. Eu continuo sem dinheiro sobrando, continuo sem tempo e mesmo assim eu já realizei alguns sonhos de viagem. Comecei por perto. E aos poucos fui expandindo os meus horizontes, seja na escolha dos destinos, seja na forma como eu escolhi conhecer esses lugares. Comecei me agarrando em oportunidades que apareceram na faculdade (congressos de estudantes, saídas de campo, etc.) e mesmo assim me arrependo de não ter aproveitado mais oportunidades para bater perna por aí. Mas a segunda faculdade está aí, quem sabe não volto às raízes e embarco em um ônibus cheio de estudantes rumo a qualquer lugar…

Depois disso comecei a me aventurar por outros lugares por conta própria. Aprendendo fazendo, que é o melhor jeito de aprender. Fui no Tim Festival em Curitiba com excursão. Fui para Curitibanos em Santa Catarina (e foi incrível), fui para São Paulo (duas vezes e me apaixonei pela cidade!), fui para Buenos Aires, meu primeiro e inesquecível destino internacional. Fui para o Chile (mais tarde falo dessa viagem em um post só sobre ela, mas já adianto, quero voltar e explorar ainda mais esse país tão lindo). Fui para o Rio de Janeiro. MostardasSão Francisco de PaulaFloripa. E finalmente tive a oportunidade de passar 20 dias maravilhosos explorando o Peru (outra viagem que ganhará post especial, ou uma série deles…) e finalmente fui para o Caribe, na ilha de Curação, que antes fazia parte das Antilhas Holandesas (outra experiência maravilhosa).

Atualmente já estou pensando nos próximos destinos. O dinheiro? Continua pouco, o tempo tem que ser driblado, mas o que importa é fazer o que se ama. E se eu amo viajar e amo tudo o que uma viagem pode me ensinar, então eu tenho que fazer sacrifícios. Para falar bem a verdade, não são exatamente sacrifícios. São escolhas, que ficam cada vez mais fáceis de se fazer a medida que vou amadurecendo e aprendendo o que realmente importa na vida (pelo menos para a minha vida). Canso de ouvir pessoas dizendo que queriam ter tempo, dinheiro, disposição para viajarem tanto quanto eu. O que eu imediatamente rebato com: eu queria ter tempo, dinheiro, disposição para viajar mais e mais, porque eu nem viajo tanto assim.

Driblar as dificuldades para viajar faz parte da viagem. Tempo é relativo. Se tem pouco tempo, escolha um destino próximo. Um dia, um final de semana ou um feriadão podem render viagens incríveis. Férias estão aí para aproveitar para conhecer destinos mais distantes. Mas é preciso ter sempre em mente: não é o lugar que faz a viagem, é a atitude do viajante. Na hora de colocar o pé na estrada não adianta nada ficar contando moedas para economizar se isso mais atrapalhar do que ajudar. O mesmo vale para o oposto: de nada vale esbanjar tudo o que pode e o que não pode apenas para mostrar no facebook que viajou. Para mim, viagem que só percorre ponto turístico para fotografar não é viagem (mas vai do gosto de cada um).

Viagem pode ser para descansar ou para espairecer, com certeza, mas ela pode ser muito mais do que isso. Viagem tem que ser uma jornada física e também interior. Ela é o início de uma história que está repleta de possibilidades. Para isso é preciso estar aberto para novas experiências, para olhar e ver o novo e o diferente, experimentar, se permitir sair da rotina, sair do lugar comum, compartilhar, compreender e se dar o direito de viver como o outro, nem que seja por um breve período de tempo. Ela também pode ser um interlúdio na vida real, um momento para se colocar em outro tempo e espaço, em outro mundo. Sendo assim, viajar não é apenas chegar em um destino. Viajar é conhecer o outro, aprender com o outro e se conhecer, permitir se transformar.

Viagem boa é aquela que quando volto para casa já sou outra pessoa, com narrativas e enredos novos que estarão sempre presentes na minha memória, que farão parte da minha história. Por tudo isso, viajar e uma necessidade. E eu estou sempre pensando na próxima vez que colocarei o pé na estrada e em todas as possibilidades que virão na mala.

Floripa, inspiração

Em setembro de 2013 eu fui pela primeira vez para a capital catarinense. Sim, parece bobagem escrever sobre uma viagem que tanta gente já fez (falo daqueles gaúchos que veraneiam todos os anos ou já foram muitas vezes na vida no litoral paradisíaco do estado vizinho), mas eu fiquei realmente encantada com a ilha.

E quem não ficaria? Isso que o feriadão mais importante para o povo gaúcho segundo a valorosa Zero Hora (SQN) foi um final de semana chuvoso em todo os sul do país. Nem a chuva torrencial tirou a beleza da ilha. Nem os engarrafamentos mil tiraram os mistérios da ilha. Percorri toda ela de carro com um casal de amigos e o namorado. Visitei todos os points badalados de Floripa e fiquei com aquele gostinho de quero mais.

Quero no verão, quero no inverno, quero aprender a nadar para aprender a surfar. Sim, eu cogitei até essa possibilidade, tamanha admiração que garrei desse povo que pega onda. Claro que essa vontade deu e passou, mas cada vez que vejo o mar eu penso que seria uma possibilidade bastante interessante (a gordinha aqui já aprendeu a nadar, mais ou menos, mas a coragem de subir numa prancha ainda está bem longe de se materializar). Sobre aprender a nadar aos 29 anos, sobre essa vontade repentina e maluca e sobre o apreço ao esporte e seus praticantes eu posso escrever em outra oportunidade, se for vontade de vocês, claro.

Floripa me deixou com vontade de largar tudo e morar lá. Viver uma vida simples, na praia, sem muita preocupação. Por vários motivos, dentre eles o fato de ser uma cidade grande, com todos os confortos de uma vida moderna, mas com a possibilidade de viver no mato, na beira da praia, vivendo devagar, em conexão com a natureza. Essa possibilidade não só me encantou, mas me transformou de tal forma que agradeço todos os dias por ter ido pra lá no momento que fui. Estava precisando. E esse tipo de viagem, que te transforma, que te faz ver o outro como possibilidade e não com estranhamento puro e simples (lembra dos surfistas?) é a mais gostosa de se fazer. E como disse Olivia Maia em uma de suas newsletters (a propósito, já assinou a newsletter dela, é incrível, assina logo!) a viagem e a literatura tem muito em comum. Em ambas eu posso conhecer outros mundos, outras formas de viver (n)o mundo e criar empatia com elas. Lindo isso, né? Eu concordo plenamente.

Uma pena não ter levado máquina fotográfica e depender das fotos podrinhas do celular. Mas ficou registrado na memória.

Vista da ponte Hercilio Luz

Vista do Mirante do Morro da Cruz

Surfista de pedra

 

Veja mais fotos no álbum do Flickr.

Adorei conhecer as praias, tomar banho de mar em um dos pouquíssimos momentos em que a chuva deu sossego, admirar a paisagem magnífica da ilha, visitar prainhas de pescadores e praias super badaladas pela juventude bonita e festeira, adorei conhecer Santo Antônio de Lisboa, um dos pontos altos da viagem, sem dúvida. Adorei a aventura, a loucura da cidade, adorei a comida. Adorei tanta coisa, adorei tudo que vi e vivi por lá. Espero voltar muitas outras vezes e conhecer amigos virtuais que moram por lá.