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Steven Moffat deixará Doctor Who após a 10ª temporada

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Hoje o dia foi bombástico para os fãs de Doctor Who. Foram duas, isso mesmo, duas grandes notícias para os Whovians: Steven Moffat anunciou que não será mais o Showrunner da série, quem assumirá em seu lugar é o criador da incrível Broadchurch, Chris Chibnall. E não tem Doctor Who até o especial de Natal de 2016!!!
 
  1. Gosto demais da era Moffat, mas renovar é sempre bom.
  2. Como assim não tem episódio até o especial de Natal desse ano? É muito tempo sem o Doutor!!!
Em 2017 Moffat vai fazer uma temporada que, segundo o próprio, culminará em um grande evento, algo muito importante vai acontecer. Ou seja: como assim ele anuncia que vai sair, que ficaremos uma ano sem o Doutor e ainda por cima larga essa bomba de que algo muito grande vai acontecer. Quer me matar de ansiedade? É isso?
O motivo da saída de Moffat é o desejo de dedicar mais tempo para Sherlock, então esta tudo bem. Afinal de contas ter mais episódios de Sherlock é um desejo imenso. E parece que vai ter spinoff de Doctor Who também… Ou seja, 2017 vai render um caldo para os whovians.
Só posso falar que tenho grandes expectativas para a próxima temporada e muita expectativa também para a chegada de Chibnall em 2018.
E Moffat, muito obrigada pelos Weeping Angels, por todas as suas temporadas, pelo Matt Smith, por Amy e Rory, por Clara Oswald e por Capaldi.

Doctor Who em eBook – Eoin Colfer fala sobre sua participação no projeto

Hoje é dia 11/01, dia de Eoin Colfer apresentar o primeiro ebook especial para 50º aniversário Doctor Who, A Big Hand for the Doctor, que sai 23 de janeiro de 2013.

Ouvir do próprio Eoin o que ele preparou em sua história sobre o primeiro Doutor é super emocionante! E ele já adiantou que o nosso querido Doutor estará de volta a Londres Vitoriana!!! Se não aguentar de ansiedade para ler o que ele nos reservou de surpresas, pode ler um trecho do livro no site do jornal The Guardian, ou baixar uma amostra grátis na Amazon. Há, quem quiser comprar na pré-venda agora pode fazer pela iBookstore também.

Adorei o vídeo, pena que e curtinho. Eu já vi dezenas de vezes e mal posso esperar para conhecer a história completa. Dá uma olhada no vídeo também:

Doctor Who em eBook!!! <3

No ano que marca os 50 anos da mais maravilhosa das séries, Doctor Who, nós fãs somos presenteados com mais uma novidade incrível do universo Who: a contratação de 11 autores britânicos para escrever 11 histórias de Doctor Who e serem publicadas em ebook. Não é o máximo?

Vai funcionar assim: cada autor escreverá uma história contemplando um dos doutores. As histórias serão liberadas aos poucos, uma por mês, sempre no dia 23 (pois o dia do aniversário de doctor Who é 23 de Novembro), sendo que a primeira será sobre o primeiro Doutor e sai em Janeiro, a segunda será sobre o segundo Doutor e sai em Fevereiro e assim sucessivamente até a 11ª história sobre o 11º Doutor em Novembro.. Os livros digitais serão publicações da editora britânica Puffin e o primeiro deles já está em pré-venda na Amazon para Kindle pela bagatela de US $ 2,68. Uma maravilha. Quem não tem Kindle também pode comprar e ler nos aplicativos disponibilizados gratuitamente na própria Amazon, ou converter para epub no Calibre, é claro.

E como se apenas essa novidade não gerasse expectativa o suficiente, a identidade dos autores será mantida em sigilo até a data de lançamento de cada livro. E sabemos também que os autores serão grandes nomes da literatura infanto-juvenil britânica. Quem chuta que um deles será nosso querido, amado, salve salve Neil Gaiman?

Como eu já citei anteriormente, o primeiro livro com a história sobre o primeiro Doutor já está em pré-venda, portanto já é de conhecimento público o nome do autor: Eoin Colfer, autor dos livros Artemis Fowl e o escolhido para dar continuidade aos livros de Douglas Adams, O Guia do Mochileiro da Galáxia. Não é incrível? Nunca li o autor, mas sempre ouço e leio muitos elogios sobre sua obra, então acredito que será um grande livro.

E para continuar com números cabalísticos e referenciais de Doctor Who, sempre no dia 11 (sacou? 11 doutores, dia 11…) o canal do Youtube  da BBC especial sobre Doctor Who publicará um vídeo promocional apresentando o autor da história seguinte. O vídeo sobre Eoin Colfer sairá nessa sexta (popularmente conhecido como amanhã) dia 11/01.

O título desse primeiro ebook é A Big Hand For The Doctor, e eu mal posso esperar para ler! Gente, US $ 2,68 é muita pechincha. Eu já baixei minha amostra grátis do livro e estou me coçando para comprar logo… Para falar a verdade eu não sei o que estou esperando! Felicidade define!

Olha a capa, que coisa mais linda:

Fonte: BBC América / Anglophenia

Saiu o trailer da 7ª temporada de Doctor Who!

Dinosaurs! On a spaceship!

Saiu hoje o trailer da aguardadíssima sétima temporada de Doctor Who. Primeiro foi essa imagem incrível que ilustra o post que apareceu na rede. Logo em seguida a BBC postou o vídeo com o trailer e incluiu em sua página a imagem promocional. E sabe o que eu tenho a dizer sobre esse trailer? FODÁSTICO!!!!! De tirar o fôlego. Gritinhos, pulinhos e palmas. E que a data do primeiro episódio chegue o mais rápido possível. Contando os dias e perdendo as unhas de tanta ansiedade!

Se não conseguir visualizar, assista direto no youtube 😉

Londres 2012: Comentários sobre a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos

Londres 2012

As aberturas das Olimpíadas são sempre um grande evento e que eu espero com bastante ansiedade. E nesse ano em espacial, pois os Jogos Olímpicos estão acontecendo em Londres, uma das cidades que eu mais tenho vontade de conhecer e fica em um dos países que eu mais tenho admiração pela cultura. Minha ansiedade para saber o que os britânicos tinham preparado para receber o mundo nesses dias era tamanha e eu tinha tantas expectativas que fiquei vidrada na televisão, acompanhando pela transmissão da SporTV (mesmo com os comentários insuportáveis de Galvão Bueno).



Eu fiquei encantada com a primeira parte da abertura, com o cenário das Ilhas Britânicas antes da Revolução Industrial, aquele clima bucólico e pacífico (embora, como historiadora, eu saiba que as coisas não eram bem assim). E a transformação da campo em cidade, com a completa destruição da vida rural e várias chaminés subindo cada vez mais altas com o chamado dos burgueses insaciáveis foi realmente espetacular. Achei muito interessante terem tratado a Revolução Industrial dessa forma, pois poderiam ter falado apenas do lado bom, dos avanços tecnológicos, das inovações invenções que facilitaram nossas vidas. Foi bom ver na televisão a miséria gerada como custo desses avanços, operários sujos, crianças trabalhando, mulheres exigindo poder de voto (uma pequeníssima menção aos movimentos operários).


Claro que o que ficou para o público não foi isso, e sim a beleza e a grandiosidade do progresso gerado pela Revolução Industrial, mas foi bom ver que Danny Boyle (que idealizou e concebeu o evento) pelo menos tocou no assunto. Mais pontos positivos para a excelente participação de Kenneth Branagh recitando uma fala de Caliban da peça de Shakespeare e o momento quase épico dos anéis olímpicos sendo forjados no centro do estádio pela siderúrgica que emergiu com a Revolução Industrial.



Anéis olímpicos

Outro ponto forte da abertura foi a parte musical. Que delícia ver minhas bandas preferidas (e perceber o quanto sou anglófona musicalmente falando) passando uma atrás da outra enquanto toda aquela gente dançava e se esbaldava (e ao contrário do que o “sapientíssimo” Galvão comentou, não achei o público morno e indiferente com a música, mas claro que ele ia puxar a brasa pro assado dele e dizer que o brasileiro vai estar muito mais envolvido na abertura das Olimpíadas em 2016 no Rio de Janeiro – na qual, provavelmente, tocará alguma escola de samba e axé). Achei que faltou The Clash na seleção musical (antes desse momento tocou um trecho de uma música deles, mas não na sequência de bandas por década e estilo). A historieta criada para ilustrar o ato musical também foi super bacana, porém culminou com um momento um tanto brega com o tal do inventor do WWW.

No ato literário, ah, nesse sim faltou muita coisa. Maravilhoso ver a J. K. Rowling lendo um trechinho de Peter Pan, ver alguns personagens marcantes como Lord Voldemort e Mary Poppins, mas faltou tanta referência à literatura inglesa. Tá certo que o foco eram os pesadelos noturnos das crianças, os monstros e tal. Mas poxa, custava citar Tolkien? C. S. Lewis? E a literatura adulta, completamente esquecida, ficou mesmo para uma próxima vez. Pelo menos não faltou Shakespeare, muito bem lembrado e homenageado no primeiro ato. Estou ciente de que não tem espaço para se colocar tudo, que tem um tempo de duração bastante limitado, mas como apaixonada por literatura britânica, senti falta.

Abertura das Olimpíadas 2012
Lord Voldemort
Mary Poppins

Agora o momento crítico. O desfile das delegações. Nos primeiros 10 minutos, beleza. Depois começa a ficar cansativo. Mais tarde ainda, começa a ficar chato. E quando parece que já está no final, ainda tem mais 100 delegações para passar e eu já não aguentava mais. Só valeu pela cara de tédio e indiferença da Rainha. Afinal de contas uma senhora de mais de 80 anos sentada há três horas não teria paciência para isso, mesmo sendo da realeza. É bacana, os atletas devem esperar por esse momento com muita ansiedade, mas é muito chato ver toda aquela gente, de todos aqueles países, apenas passando e acenando. Dizem que o mau homuor foi culpa de God Save the Queen, música da banda punk Sex Pistols.

Rainha em momento impagável de tédio e mau-humor

E o acendimento da pira? Fiquei com esperanças até o último segundo de que David Tennant entraria estádio adentro e acenderia a pira assim como ele fez no episódio de Doctor Who. Foi a maior decepção da noite aqueles futuros atletas acendendo a gigantesca desmontável pira. The Doctor é que deveria ter feito o trabalho, ele sim, um dos ícones da cultura britânica, foi completamente esquecido nessa cerimônia… Bem, na verdade parece que em um momento o som do TARDIS deu as caras, mas eu não ouvi. Quem sabe eu reveja e preste mais atenção.

O momento mais cômico foi durante a execução do tema do filme Carruagens de Fogo, composta pelo músico grego Vangelis e executada pela orquestra de Londres, no qual o comediante Rowan Atkinson, interpretando seu famoso personagem, Mr. Bean (o que me surpreendeu, pois eu nunca o achei tão engraçado assim), tocando teclado com todo aquele jeitão atrapalhado, tirando foto com o celular, assoando o nariz e por fim cochilando. Foi hilário!

E claro que eu vibrei com Daniel Craig como James Bond escoltando a Rainha e saltando com ela de para-quedas (o primeiro filme da monarca).

James Bond e a Rainha

No entanto, o melhor momento estava guardado, como uma carta na manga. Sir Paul McCartney encerrando o espetáculo com toda a alegria e empolgação que lhe são características. Arctic Monkeys, a surpresa do evento, foi bom, mas nada se compara ao ex Beatle. Elegância, alegria, carisma, amor, paz, energia: tudo isso com 10 minutos de Paul McCartney. Valeu a pena ter esperado por mais de três horas.

Paul McCartney na abertura das Olimpíadas

Paul McCartney na abertura das Olimpíadas

Feliz Dia da Toalha

Hoje é dia de comemorar o item mais essencial de todo bom mochileiro das galáxias, e de todo nerd também. O Dia da Toalha, é celebrado como uma homenagem dos fãs ao autor da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, o genial Douglas Adams. E eu como boa fã da saga e do autor estou aqui para prestar minha homenagem!

E para completar a celebração, uma lista com a resenha de todos os livros que eu li da série (só não tem o último, que foi lançado recentemente e é de outro autor!) e dos episódios da série de TV lançada nos anos oitenta na televisão britânica (IM-PER-DÍ-VEL!):

Os livros

A série de TV

Então Feliz Dia da Toalha pra você e aproveite para ler os livros, ver a série, o filme e até mesmo as resenhas aqui do blog.

Doctor Who 07×00: The Doctor, the Widow and the Wardrobe

Doctor Who - The Doctor, the Widow and the Wardrobe

Dirigido por: Farren Blackburn
Escrito por: Steven Moffat

 Depois de uma adaptação do conto de Charles Dickens, “A Christmas Carol“, no especial de Natal no ano passado, Moffat nos brinda com “The Doctor, the Widow and the Wardrobe“, inspirado na obra de C. S. Lewis, “The Lion, the Witch and the Wardrobe”, conhecido aqui na terra brasilis como “O Leão, a Feiticieira e o Guarda-roupa“. E as semelhanças não estão apenas no título. Mas apesar delas, a obra de Lewis está bem distante do que é proposto no episódio.

O especial inicia com uma sequência memorável, continuação do prequel citado aqui na semana passada. O que mostra o quanto o Doutor aprontou depois de forjar sua morte. Ele explode uma nave que estava para atacar a Terra (pelo menos foi o que pareceu) e o filho mais ilustres de Gallifrey acaba vestindo um traje de astronauta enquanto percorre o espaço aberto depois de ser expulso da nave com a explosão que causou (olha o traje de astronauta de novo aí, gente!). Ele cai na Terra em 1938, véspera de Natal, e Madge Arwell (Claire Skinner) o encontra com o capacete preso e virado, pois ele “teve que se vestir com pressa”. Impossível ver o rosto do Doutor. Ela o ajuda a encotnrar uma cabine de polícia (a TARDIS, é claro) sem saber de nada. Ela vê nele um anjo do espaço, e ele promete retribuir a bondade, basta que ela faça um desejo – “geralmente funciona”.

Doctor Who - The Doctor, the Widow and the Wardrobe

Eles seguem caminhos separados até que em 1941, na véspera de Natal mais uma vez, Madge recebe  a notícia de que seu marido estava desaparecido. Ele estava lutando na Guerra como piloto e ela não consegue contar para as crianças o que aconteceu. Ela acaba levando os filhos para a casa de um tio no interior para fugir dos bombardeios de Londres (como ocorre na obra de Lewis). Chegando lá a família encontra um zelador muito esquisito, o Time Lord veio atender o desejo de Madge – proporcionar às crianças um bom Natal. Ele fez alguma melhorias na casa (“I know!”), deixando tudo perfeito para as crianças se divertirem. Até deixou um presente debaixo da melhor árvore de Natal de todas. Continue lendo →