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Posts em arte.

Links Love #6


1. O Juliano fez um texto suer bacana sobre a nova comédia que conta a história de um grupo de amigos, Happy Endings. Eu já vi a série e aprovei.

2. O Alessandro Martins fez uma bela reflexão sobre a arte e seus espaços: a arte deveria permitir mais ou proibir mais?

3. Essa semana o grupos Anonymous sofreu uma série de represálias tanto no meio virtual como no real, tem um artigo super bacana sobre isso lá no Garotas Nerds.

4. O Tele Séries fez um texto sobre amigos com benefícios para comemorar o Dia do Amigo e mostrou alguns casais da ficção que se aventuraram nessa amizade colorida.

5. A Câmara de um cidade inglesa distribui panfleto sobre como reagir em caso de ataque de zumbis.

Silvana Mello

Não tem muito tempo que me deparei com um trabalho da artista Silvana Mello. E gostei muito. Daí em diante comecei a procurar por suas obras pela internet. Infelizmente eu não tive a oportunidade de ver ao vivo nenhum trabalho dela.

Ela é desenhista profissional há oito anos e se define como uma artista que desenha “errado” e faz o que quer. Seus trabalhos têm um ar retrô e são muito inspiradores. Deixo algumas imagens de seus desenhos que encontrei pela rede. Em cada imagem tem um link para o site de origem.

Mulheres na arte

Depois de uma semana bem turbulenta, inicio de aulas, exposição nova no MUHM e muitas outras coisas a fazer, eis que retorno a atualizar este weblog tão querido. E começo com um vídeo muito interessante que encontrei no youtube. Diversas mulheres pintadas por diferentes artistas, de estilos diferentes e em épocas distintas que metamorfoseam-se umas nas outras.

Estratégia e Análise #7

Mais uma republicação da nota semanal do Estratégia & Análise.


Red Composition “TTG”, 1952; Oil on wood; 15 1/2 x 19 1/4 in; 40 x 49 cm.

Matto, o uruguaio que resgatou as culturas ameríndias

Buenas, depois do recesso de final de ano estou de volta com a nota. Retornando com a euforia típica da época, convoco a todos para conhecer junto comigo o trabalho do artista Francisco Matto (1911 -1995).

Ele constitui seu trabalho por uma fusão entre a arte das tradições pré-colombianas e a abstração geométrica. Nascido em Montevidéu, Uruguai teve problemas com sua proposta, isso porque na Banda Oriental não há uma cultura pré-colombiana como no Peru, Bolívia ou México, que constitua em grandes arquiteturas ou em sociedades complexas. Pode se dizer então que sua obraé produto de uma reflexão para além da sua realidade local. Combinando a tradição de outras regiões com modernidade nos leva a questionar o significado da palavra e do conjunto de elementos que compõe o conceito: “tradição“.

O ponto mais marcante de sua carreira aconteceu em 1939, quando conheceu Joaquín Torres García, com quem criou, em 1942, o Taller Torres-García. E no ano seguinte, escreveu Carta Pictórica, La Geometría en el arte moderno, livro não publicado que predizia uma importante mudança em sua obra. Matto começou a pintar obras em tábuas de formato irregular, sobre temas religiosos, que seriam uma constante ao longo de sua vida.

O diálogo proposto pelo artista compõe a tradição como principal elemento integrador. Discutir questões regionais, locais e para além do lugar onde e vive como parte da formação de um grupo ou indivíduo. Do papel desses artefatos, buscando no passado e na etnografia das sociedades tradicionais elementos constituidores de sua obra.

Se não conseguimos as formas elementares, nunca chegaremos ao mistério“. (Matto)

Artista guatemalteco, artista latino-americano

Buenas, o clima de férias pode ser ótimo, mas a vida anda, a vida anda em mim. Por isso sigo com as velhas e agradáveis rotinas (as rotinas ruins são aos poucos descartadas). E nada melhor para começar esse 2008 do que com a republicação da última nota do ano de 2007 no já citado inúmeras vezes Estratégia & Análise. É só ler e comentar, nada de mais. Não dói não.

O artista participou da sexta edição da Bienal de Artes Visuais do Mercosul

Artista guatemalteco, artista latino-americano

Aníbal López recentemente adotou o pseudônimo A-1 53167 (número do documento de identidade do artista) nasceu e vive na Guatemala. O ato de assinar com um número de identificação constitui um protesto contra a desigualdade e o preconceito racial existente em seu país, tornando-o apenas “mais um cidadão Guatemalteco”.

Como artista latino-americano ele apresenta pela Guatemala, sua terra natal, sua área de interesse e ação do trabalho artístico. Ele a cita constantemente, colocando-a em questionamentos e mapeamentos de suas peleias e conflitos. Seus projetos conectam-se com roubos, assaltos, contrabando e seqüestros, com a maneira com que as regras das Forças Armadas e de segurança contribuem na definição da alma e do espírito da urbe, com as enormes possibilidades oferecidas pelos espaços públicos do país.

A Guatemala é um país abalado por desastres naturais e tragédias humanas. Violência e conflitos políticos originam-se de uma das mais desiguais distribuições de renda na América Latina. Apesar desses problemas, a região tem como característica possuir multidões de pessoas em suas praças e alamedas. Nesses espaços, os habitantes da cidade realizam a parte mais importante de suas atividades fundamentais. É nas ruas que os moradores compram e vendem, conversam, se alimentam, matam a sede, caminham ou descansam apesar das regras ditadas pelas autoridades urbanas. As ruas da Guatemala compõem uma inesperada mescla de mercado e palco. Aníbal López é um ator nas polifônicas tragédias vividas pelas ruas de seu país.

É conhecido internacionalmente por esse forte enfoque sócio-político presente em suas obras. Geralmente abordando as relações e as tensões estabelecidas entre os militares, o Estado e o povo de seu país. Motivado por uma nova interpretação, uma nova significação de idéias em seus distintos contextos e tempos, o trabalho de A-1 53167 transita pelas performances, vídeo documentário e intervenções no espaço público.

Estratégia & Análise #5

Mais uma quarta-feira, a última do ano. E mais uma nota do Estratégia & Análise republicada aqui.

Arte-ativismo, a sabotagem de Minerva Cuevas.

Minerva Cuevas nasceu em 1975 na Cidade do México, lugar onde vive e trabalha até hoje. Ingressou na Escuela Nacional de Bellas Artes em 1993. É conhecida pelo humor ácido e provocador de seu trabalho, o qual chega mesmo a confundir-se com uma forma de ativismo político. O intento é fazer a obra refletir sua desconformidade e luta contra as relações capitalistas. Partindo desse pensamento ela cria, em 1998, a “Mejor Vida Corp” (MVC) composta por ela mesma.

Mantendo uma imagem simbólica de empresa privada ela oferece produtos e serviços de forma gratuita na página da corporação. Atos de generosidade que objetivam atender a demandas, pequenas necessidades, da população e contradizer as relações comerciais atuais. A artista realiza intervenções urbanas e virtuais, sob forma de micro políticas de ação social em campanhas pacíficas e declaradas contra o capitalismo. Minerva é particularmente a favor da sabotagem.Paralela às suas atividades da MVC, Cuevas participa de atos e campanhas sempre de forma criativa. Estetizando suas ações ela é hoje uma auto-intitulada artista-ativista. Sua arte é focada em aspectos sociais e com forte apelo afetivo, as obras da artista usam a mídia de massa, a performance, a intervenção pública e o próprio espaço museológico como difusores de mensagens simbólicas que buscam atentar o cidadão comum para as estruturas políticas e econômicas que participam seu cotidiano.

Parte do caráter irônico de seus projetos pode ser atribuída à apropriação que Cuevas faz dos códigos do sistema que critica, tomando-os como base para a criação e divulgação de seu ativismo artístico.