Arquivo

filme

Posts em filme.

Mr. Postman #24

Bem vind@ ao Mr. Postman!

Esse é um meme criado pela Kristi, do The Story Siren, no qual mostrarei tudo o que recebi, comprei ou ganhei durante a semana.

Olá, mais um vídeo no ar mesmo com a promessa de tentar uma reabilitação. Faz um tempinho que não posto vídeo, mas as compras não pararam… Tentei não fazer um vídeo muito longo, espero que aprecie. E não esqueça de deixar o seu comentário.


Link Direto

“O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” já tem logotipo nacional

A Warner Bros já divolgou o título oficial das duas partes d’O Hobbit no Brasil: O Hobbit: Uma Jornada Inesperada e O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez que têm estreia prevista para 14 de dezembro de 2012 (1ª parte) e 13 de dezembro de 2013 (2ª parte). Já estou fazendo uma corrente de pensamentos positivos para que nada atrase essas datas, porque a ansiedade é grande.

Mas não é só isso, a Warner também divulgou o logotipo brasuca para a primeira parte! Dá um gostinho de quero mais ver esse logo…

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Fonte: Cinepop e Valinor.

2001: Uma odisséia no espaço

Depois de terminar de assistir 2001: A Space Odyssey (1968) fiquei perplexa. A beleza, a complexidade, os diálogos, as imagens, a fotografia, efeitos especiais, história, a música, o silêncio, a lentidão, tudo convergiu para que no final eu sentisse essa perplexidade, uma mistura de incerteza e estranheza. Não é para menos, estou falando de um dos filmes mais complexos da História do cinema. E falar sobre ele não é fácil. Primeiro é preciso digerir o filme que Stanley Kubrick deixou de presente para a humanidade. E nem assim me sinto apta a falar dele.

Uma obra em que cada quadro é pensado e estudado antes de ser feito. E mais de quarenta anos depois de seu lançamento (1968) ainda é objeto de longas discussões a respeito das diversas ideias e proposições apresentadas e muitas interpretações são elaboradas. Sua história é de difícil entendimento, e por diversas vezes parece até sem sentido. No entanto, não é o sentido da história, da narração, que importa para o filme, e sim os temas por ele suscitados. Temas ainda atuais.

Um filme a frente de seu tempo – o homem pisou na Lua apenas um ano depois de seu lançamento. Kubrick e Arthur C. Clarke (o filme é dirigido pelo gênio Stanley Kubrick e o roteiro é uma parceria entre Kubrick e Arthur C. Clarke (autor de ficção científica) e foi sendo construído e modificado ao longo das filmagens) foram extremamente cuidadosos ao criar seus cenários espaciais, preocupado com a maior verossimilhança possível ele buscou modelos na NASA para criar as suas naves (diferentemente dos seus predecessores que faziam os OVNIS de cartolina ou latão, o que nem por isso desmerecem esses filmes dos quais sou fã).

Para os filmes de ficção científica há o antes e o depois de “2001” – anteriormente composto por filmes “Bs”, com poucos recursos financeiros, que serviam para o entretenimento da juventude. Depois da direção de Kubrick a ficção científica no cinema nunca mais foi a mesma.

Mas o filme não é apenas um marco na história do cinema, ele é também uma obra-prima, embalada por um repertório musical que parece ter sido feito especialmente para suas cenas, no entanto foram utilizadas composições já existentes como “O Danúbio Azul” de Johann Strauss. Um filme de poucos e significativos diálogos, brinca com períodos de silêncios (o som não se propaga no vácuo, e nesse sentido essa foi uma das brilhantes utilização da realidade e da ciência em seu filme), do som da respiração potencializado nos uniformes espaciais, e uma brilhante utilização da imagem. O filme é uma obra visual, que tenta, através da imagem, suscitar os temas relacionados à evolução humana, vida extraterrestre, nascimento e renascimento.

Há dois momentos no filme que são meus preferidos. O primeiro deles é logo no início, no capítulo intitulado A Aurora do Homem (ou A Aurora da Humanidade), quando nosso ascendente primata mira um montículo de ossos e acaba descobrindo neles uma ferramenta, a primeira delas: uma arma. Essa é, para mim, a cena mais linda já feita no cinema. A expressão do primata frente ao objeto que contempla é algo aterrador 9mesmo com o uso da máscara o ator foi genial) e quando ele começa aos poucos a manusear o osso e o volume da música aumentando no ritmo em que a intensidade do manuseio também aumenta me deixou boquiaberta. Todo esse primeiro capítulo me fascina.

O segundo deles, quase uma unanimidade entre os fãs do filme, é o momento em que o astronauta desliga o computador HAL. De uma beleza emocionante, é possível até criar empatia com a inteligência artificial, que até então evoluiu negativamente, assassinando a maioria da tripulação da nave. HAL é, inclusive, o tripulante que mais expressa seus sentimentos, principalmente o medo ao perceber seu destino.

Feito de pequenos detalhes e pensado por uma figura também bastante enigmática, é considerado a melhor obra da pequena filmografia de Kubrick. Uma combinação perfeita entre imagem, som, história, atuação e personagens, um turbilhão de informações. Um filme para se ver várias e várias vezes, para manter acesa a necessidade de discutir seus temas e apreciar uma obra visual belíssima.

Casablanca (1942)

CasablancaCasablanca aparece constantemente em listas de melhores filmes de todos os tempos de muitos cinéfilos pelo mundo. Eu, ao contrário, sequer tinha visto o filme até ontem (08/03/2011). Uma vergonha, eu sei. Milhares de desculpas podem ser colocadas aqui, no entanto, usarei este espeço para algo tanto melhor: falar sobre a experiência de ver esse filme maravilhoso e concordar que sim, ele é um dos melhores filmes já feitos. Afinal, existem filmes que todos sabem que são clássicos e que por vários motivos acabamos deixando para depois.

Com uma rica atmosfera que envolve a cidade de Casablanca no Marrocos Francês, personagens complexos e magníficos – até mesmo os personagens coadjuvantes na história ajudam na composição da atmosfera da cidade e do filme – com todas as nacionalidades ali representadas na fuga em massa do povo europeu do nazi-fascismo que estava em expansão durante a II Guerra Mundial e em busca da liberdade das Américas. Um dos filmes com os melhores e mais memoráveis diálogos da história do cinema, como “We‘ll Always Have Paris“, pronunciado nos últimos minutos da película e inesquecível. E muitos deles com um leve toque de cinismo.

Casablanca

A trama gira em torno de dois vistos roubados de oficiais nazistas encontrados mortos pela polícia local. Um alto oficial alemão chega à Casablanca para impedir que eles cheguem às mãos de um famoso refugiado da resistência, e no drama romântico do triângulo que se forma entre o americano Rick Blaine (Humphrey Bogart), a sueca Ilsa Lund (Ingrid Bergman) e seu marido, procurado pela Gestapo e fugitivo de um campo de concentração, Victor Laszlo (Paul Henreid). Ademais, constitui-se um libelo anti-nazista, uma história falando de Segunda Guerra enquanto ela ainda ocorria, capaz de apresentar momentos lindos e memoráveis como o duelo entre hinos que ocorre no restaurante/café/bar de Ricky: os nazistas tomam o piano de Sam para cantar uma canção exaltando o III Reich e Laszlo imediatamente encoraja a banda a entoar a Marselhesa, a permissão de Ricy para tal afronta aos soldados nazistas dá início à batalha musical que culmina com todo o bar cantando o hino francês e gritando Vive la France! Essa é, para mim, a melhor cena do filme, apesar do final magnífico.

Casablanca - duelo de hinos

O ambiente do bar é uma representação da França ocupada, onde franceses e nazistas se toleram por interesses, mas a tensão e o ódio são latentes. O forasteiro americano (Ricky) que nutre a imagem de neutralidade demonstra uma antipatia pelos nazistas (sentimento que é recíproco).

Dirigido pelo húngaro Michael Curtiz, feito para ser um filme comum, mais um romance entre tantos outros. No entanto, o filme move-se rapidamente através de um enredo surpreendentemente bem construído. O roteiro, baseado na peça teatral de Murray Burnett e Joan Alison, foi escrito às pressas, enquanto as filmagens ocorriam, e ninguém sabia como seria a cena final – quem, afinal, usaria os dois vistos de saída? Ilsa iria com Ricky, seu amante em Paris, ou com seu marido Victor, líder do movimento de resistência? O romance entre Ricky e Ilsa é revelado aos poucos, assim como a relação entre ela e Victor. A evolução dos acontecimentos é perfeita, os mistérios e revelações do triângulo amoroso são encaixados perfeitamente e deixam o espectador envolvido do início ao fim da trama. Bem, a essa altura o final não é mais novidade.

Uma belí­ssima obra cinematográfica, um divisor de águas nas carreiras de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, vencedor das categorias de melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro no Oscar de 1943, um filme, sem sombra de dúvidas, espetácular.

O sabor nas telas

Eu adoro tudo o que diz respeito a culinária. De comer a preparar receitas diferentes. E gosto muito de ler livros de receitas ou histórias relacionadas a comida. E esse gosto é válido também para o cinema. Fiz uma pequena lista de filmes que se passam na cozinha, e que dão vontade de sair cozinhando ou, melhor ainda, comendo.

Os que pretendo ver em breve:

A Festa de Babette (1987)
Babettes gæstebud; Dir: Gabriel Axel

Duas irmãs dinamarquesas dão abrigo a uma refugiada francesa que, depois de descobrir que ganhou na loteria, prepara um banquete com os pratos e as bebidas mais tradicionais da culinária francesa.

O Tempero da Vida (2003)
Politiki kouzina; Dir: Tassos Boulmetis

Um menino em uma família dividida entre a Turquia e a Grécia resolve virar cozinheiro para homenagear seu avô, um filósofo da culinária.

Os que já vi:

Chocolate (2000)
Chocolat; Dir: Lasse Hallström

Um mulher chega a uma pequena cidade francesa e abre uma loja de chocolates. As iguarias causam imenso impacto na conservadora comunidade.

Como Água Para Chocolate (1992)
Como agua para chocolate; Dir: Alfonso Arau

Baseado no livro homônimo da autora Laura Esquivel, narra a história de um camponês que, em plena Revolução Mexicana, se apaixona por Titi. Ele quer voltar para a guerra, mas ela o enfeitiça com seus dotes culinários e seu amor.

Os meus preferidos:

Ratatouille (2007)
Dir: Brad BirdJan Pinkava

Remy é um rato que sonha se tornar um grande chef. Só que sua família é contra a idéia, além do fato de sempre ser expulso das cozinhas que visita. Um dia, enquanto estava nos esgotos, ele fica bem embaixo do famoso restaurante de seu herói culinário, Auguste Gusteau. Ele decide visitar a cozinha do lugar e lá conhece Linguini, um atrapalhado ajudante que não sabe cozinhar e precisa manter o emprego a qualquer custo. Remy e Linguini realizam uma parceria um tanto inesperada.

Ratatouille

Julie & Julia (2009)
Dir: Nora Ephron

Baseado nos livros de Julie Powell (homônimo ao filme, que por sua vez se originou do blog da autora) e Julia Child (My Life in France, autobiográfico). Julie resolve testar as 524 receitas de culinária francesa do livro Mastering the Art of French Cooking da famosa cozinheira Julia Child. O filme brinca com as histórias de vida dessas duas mulheres apaixonadas pela cozinha.

Julie & Julia

E então, gostou da lista? Tem mais alguma dica de filme que te ceixa com água na boca? Compartilhe através dos comentários. Eu vou ali preparar alguma coisa bem gostosa para comer…

Blog Retrospectiva 2010

Em 2008 participei do Desafio 21 Dias, proposto pelo Blosque. Uma das propostas do Desafio foi fazer uma retrospectiva do blog. Gostei muito da idéia, que já estava na cabeça há tempos, que resolvi fazer a edição 2009 e agora farei a edição 2010.

Então, para cada mês do ano eu escolhi um texto para recordar. Já no clima de final de ano, saudosismos mil.

Blog Retrospectiva 2010

Janeiro

Welcome to the Dollhouse – Janeiro foi um mês de muitos posts e escrevi sobre muita coisa – séries e livros. Acabei escolhendo este artigo por ser sobre o final de uma série que gostei muito: Dollhouse.

Fevereiro

As Crônicas de Nárnia Volume Único (C. S. Lewis) – Fevereiro foi um Mês com menos textos e o artigo mais significativo foi a resenha desse livro, para o Desafio Literário 2010.

Março

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen – se em Fevereiro escrevi pouco, em março menos ainda. Apenas três textos. E novamente o mais significativo foi a resenha para o Desafio Literário 2010.

Abril

Buffy The Vampire Slayer – em Abril estava assitindo a série Buffy e o programa me emocionou tanto que corri para escrever um texto sobre…

Maio

Coraline – uma resenha simples para um filme fantástico.

Junho

Morre José Saramago (1922 – 2010) – Uma notícia muito triste para os apaixonados por literatura. Triste para todos, na verdade. E essa lástima não passou em branco aqui no blog.

Julho

Projeto 101 coisas em 1001 dias – em Julho eu finalmente fiz minha lista para participar desse projeto. Vinha enrolando há alguns anos para participar, dando muitas desculpas. Agora a lista está pronta e esperando ser cumprida.

Agosto

Fashion Geek 1ª edição – no mês do cachorro louco Porto Alegre sediou a primeira edição desse evento, e lá estava eu, participando e ganhando muitos presentes.

Setembro

De como não li As Benevolentes – um texto que é uma justificativa pelo não cumprimento de uma das metas do Desafio Literário 2010. E não foi apenas isso que não fiz em Setembro, quase não escrevi para o blog… Era a monografia de final de curso me consumindo.

Outubro

Novo tema no blog! – em outro mês atribulado, conumido pela monografia, anuncio um tema novo para o blog, desejo feliz aniversário para o Super Mario, e só.

Novembro

Paul McCartney – Up and Coming Tour – não há como lembrar de outra coisa tão importyante quanto essa no mês de novembro! Tá, eu também terminei meu trabalho de conclusão, o que também foi muito importante. Mas Paul foi um evento único, mágico e incomparável.

Dezembro

Na minha caixa de correio #1 – o projeto novo que implementei no blog. Foi bem bacana fazer o vídeo, tentar editar, tentar publicar. Espero que o projeto dê frutos e continue por bastante tmpo. E relatei a experiência de usar o Ubuntu.

Que ano, hein. As escolhas foram bem difíceis, tentei levar em conta os comentários, o número de visitas e tudo, mas no final, o que acabou pesando mais foi o carinho e o gosto pessoal mesmo. E como foi difícil escolher em alguns meses, nossa!

Agora que eu já listei um post publicado para cada mês do ano dou por encerrada essa retrospectiva, mas não deixe de navegar nos textos relacionados, deixar sua opinião sobre os textos e experimentar fazer uma retrospectiva própria.

A Single Man (2009)

A Single Man

A Single Man

A Single Man, ou Direito de Amar aqui no Brasil, é um filme simples, porém muito inspirador. É bonito, muito bem feito, com um roteiro sem muitas complicações. Um excelente trabalho do estreante Tom Ford. Quem diria que o estilista ícone americano entraria no mundo do cinema e com uma estreia tão bacana.

A história do filme é baseada no influente romance de Christopher Isherwood, cujo material já foi fonte para o premiado musical “Cabaret” e retrata a maneira como o inglês George Falconer, professor universitário na ensolarada Califórnia (onde criou raízes) lidou com um acontecimento traumático em sua vida. Em 1962, dilacerado pela morte recente de seu amante de longa data em um trágico acidente de carro, ele luta para suportar a dor da perda de seu companheiro e manter as aparências na conservadora sociedade americana.

Se Tom Ford fez um bom trabalho na direção, Colin Firth o faz ainda melhor interpretando o protagonista. Dando toda a sensibilidade necessária para o professor homossexual que está embriagado pela dor da perda e perdido em relação ao presente e ao futuro. Outro destaque do filme são as belas imagens que o diretor nos presenteia e as figuras masculinas que cruzam a vida do professor durante os 99 minutos de projeção. Fotografia, casting, direção, trilha sonora, tudo é embalado com uma plasticidade linda.

A Single Man