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Dollhouse em quadrinhos

Em outubro o box de DVD e o Blu-Ray da segunda temporada de Dollhouse chegarão as lojas americanas e virão acompanhados com a versão em quadrinhos da série do mestre Joss Whedon. O lançamento é da Dark Horse Comics. O lançamento no Brasil ainda é um mistério.

O roteiro é de Jed Whedon (irmão de Joss) e Maurissa Tancharoen, ambos roteiristas da série. A arte fica por conta de Cliff Richards. Além disso a revista terá exemplares limitados disponibilizados durante a Comic Con de San Diego.

O conteúdo dá continuidade à trama apresentada nos episódios Epitaph One e Epitaph Two (últimos episódios da primeira e segunda temporada) e recebeu o nome de Epitaphs.

Capa da versão em quadrinhos de Dollhouse

E essa não é a primeira vez que uma série de Joss vira quadrinho depois de seu fim nas telinhas. Buffy, a famosa caça-vampiros de Sunnydale também teve seus momentos. A 8ª temporada da série foi feita na versão quadrinhos e as histórias continuam sendo publicadas (também pela Dark Horse Comics).

Eu estou super ansiosa para continuar a acompanhar a saga. Eu gostava muito da série de TV, acho que os quadrinhos também ganharão meu carinho. Só espere que não demore muito para chegar ao Brasil.

E no fim de Buffy foram rios de lágrimas

Então terminei de ver Buffy nesse fim de semana. Precisei de um pouco de tempo para me recuperar. Mais uma vez passando por cima dos meus preconceitos. Olhava torto, de cara feia, sempre que ouvia falar do tal seriadinho de uma caçadora de vampiros.

E comecei a prestar mais atenção na série apenas quando vi Firefly e Dollhouse, dois trabalhos do mesmo criador de Buffy The Vampire Slayer, o crudelíssimo e genial Joss Whedon. E sob influência pesada do Juliano, é claro. Não poderia ser diferente: me apaixonei instantaneamente pela série. Pelo argumento, pelo roteiro, pelos personagens. Tudo em Buffy me fazia ficar horas em frente ao computador e à televisão vendo um episódio atrás do outro.

Joss Whedon e Elenco de Buffy

Criador e Criatura

Assim, terminei de ver as sete temporadas em muito menos de um ano. Penso em todos os fãs que acompanharam a série durante sete longos anos, toda a semana, compartilhando as alegrias, as dores e as aventuras que a Sccoby Gang enfrentava. Se eu, em pouquíssimo tempo me senti conectada as histórias e principalmente a alguns personagens, como terá sido acompanhar por todos os sete anos a jornada da caçadora de vampiros e de seus valorosos amigos.

Sentirei falta dos personagens, das tramas, dos vilões, das reviravoltas, dos vampiros desalmados e dos que possuem alma, das irmãs que aparecem do anda, dos romances, da Dark Slayer, das paixões platônicas, dos lobisomens, dos feitiços, das transformações dos personagens. Sentirei falta até da chatice que muitas vezes acometia a protagonista.

E o fim não passou sem me fazer perder litros e mais litros de lágrimas. Não consegui controlar minhas emoções. Assim foi em vários episódios. Todas as temporadas tinham uma áurea especial que me encantava e o gran finale me deprimiu pra valer.

Poderia até pensar: “E agora? Como vou conseguir superar esse final?”. Mas Joss Whedon deixou uma oitava temporada de reserva, em quadrinhos, para todos os que sentem falta.

Então a lamentação fica por aqui, porque tenho uma série de quadrinhos pra ler e um spin-off pra ver (Angel, pra quem por algum acaso não conhece). Mesmo assim, não é a mesma coisa.

Buffy the Vampire Slayer

Buffy the Vampire Slayer

Buffy the Vampire Slayer

Depois que fiquei órfã de Dollhouse, nada mais natural do que procurar outra série do mesmo criador para tentar aplacar a tristeza. Então o Ju me iniciou no mundo de Buffy. A cultuada série de vampiros dos anos 90 e início dos 2000 fez minha cabeça. Estou completamente viciada – percebeu como eu sempre me vicio em tudo que Joss Whedon coloca seus dedinhos mágicos?

É bacana ver esse universo vampiresco de antes da super explosão de Crepúsculo e afins (neste grupo não está inserida a série True Blood da qual eu sou fã e possui uma qualidade infinitamente superior aos livros e filmes das crepusculetes). E mais bacana ainda é ver, em alguns episódios argumentos de séries atuais. Séries inteiras feitas a partir de coisas que rolaram em apenas um episódio de Buffy.

E é inevitável comparar Buffy com True Blood, afinal em ambas temos uma garota que se apaixona por um vampiro. Porém, as séries não são meras cópias ou um punhado de semelhanças. Em True Blood o romance entre Bill e Sookie é tórrido, cheio de cenas picantes. Ao passo que em Buffy o romance corre o risco de acabar (como acontece em um dado momento) se chegar “aos finalmente”.

É delicioso ver um episódio atrás do outro e ainda mais com personagens tão maravilhosos e únicos. Já sou apaixonada por Xander e Willow, os colegas de escola de Buffy que passam a ajudar na caçada.

Buenas, para resumir, a série trata da vida de Buffy, que foi escolhida como a caça vampiros e vai morar em Sunnydale, uma cidadezinha pacata que esconde grandes segredos (rá!) – ela fica na boca do inferno. Ou seja, todos os demônios, vampiros e seres sobrenaturais vão para lá fazer piquenique. Lá ela encontra em dois dos seus colegas de escola os seus mais fiéis aliados e o bibliotecário é seus guardião, enviado da Inglaterra para protegê-la, ensiná-la e ajudá-la na árdua tarefa de se livrar de todos tipo de demônio.

Enfim, mais um vício, mais um drama daqui alguns meses (ou quem sabe semanas) quando eu terminar de assistir a season finale.

Dollhouse – Season Finale: ‘Epitaph Two: Return’

Dollhouse – Epitaph Two: Return

Dollhouse – Epitaph Two: Return

Dollhouse – 2×13 – Epitaph 2: Return – 9,5

Exibido originalmente no dia 29 de Janeiro de 2010. Escrito por Maurissa Tancharoen, Jed Whedon e Andrew Chambliss e dirigido por David Solomon.

A saga da  “Dollhouse” chegou ao fim. Mostrando a burrice da audiência estadunidense em deixar uma série tão boa e com potencial para ir ainda mais longe tivesse um cancelamento tão prematuro.

Só não dou um 10 bem lindo para esse último episódio porque algumas questões ficaram sem respostas (questões pequenas que só eu mesmo pra ficar matutando), mas de resto o episódio foi perfeito. Joss mostrou mais uma vez que ele pode fazer você se preocupar com qualquer personagem na tela, assim como fez inúmeras vezes com Firefly, Buffy. Acho que foi o melhor final que Joss e companhia poderia nos dar, considerando o tempo e os limites financeiros.

Dez anos se passaram desde a morte de Boyd Langton e da destruição da sede da Corporação Rossum. O episódio é a sequência dos acontecimentos de “Epitaph One” – o “episódio perdido” da primeira temporada – trazendo Mag (Felicia Day), Zone (Zack Ward) e mini-Echo (Adair Tishler) face a face com a “verdadeira” Echo (Eliza Dushku).

Dollhouse - Epitaph Two

Dollhouse - Epitaph Two

Tucson, a cidade “quartel general” da Rossum, agora é Neurópolis. As pessoas são tratadas como mercadorias, elas são capturadas para os líderes da Rossum poderem escolher o corpo que preferem para si. Repugnante. Além disso eles acumulam uma série de objetos como prataria, obra de arte e toda a riqueza que podem ter por perto. Eles mantém um refém muito importante, Topher (Fran Kranz), que tem a missão de construir um dispositivo que “apagaria” o mundo todo de uma só vez.

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Dollhouse – recapitulando a segunda temporada (parte 2)

Dollhouse

Dollhouse

Retornando com a saga de Dollhouse depois de tanto tempo. Ainda não consegui me recuperar desse cancelamento. Mas uma hora teria de encarar e voltar a escrever sobre a série. Segue então a segunda parte dos breves comentários sobre a segunda e última temporada de Dollhouse.

Dollhouse – 2×9 – Stop-Loss – 9,0

Exibido originalmente no dia 18 de Dezembro de 2009. Escrito por Andrew Chambliss e dirigido por Félix Enríquez Alcalá.

Um episódio bastante sólido, onde descobrimos outras ramificações dos projetos da Rossum. A corporação investiu sua tecnoologia em um grupo paramilitares e descobrimos isso quando Anthony, após o término de suas obrigações para com a Dollhouse tem sua memória original reimplantada e logo que ele sai da Dollhouse é sequestrado pelos seus antigos colegas de exército.

Um episódio que mostra o passado do personagem e de como a Dollhouse se apodera das pessoas de uma maneira que o desligamento total é quase impossível. Um epiódio que mostrou resultados positivos para a mitologia da série. E é bacana quando começamos a ver que diferentes ativos começam a reter uma parte de algo que supostamente teria sido apagado, mesmo que seja lembranças ou impressões.

Dollhouse - Stop Loss

Dollhouse - Stop Loss

Dollhouse – 2×10 – The Attic – 9,5

Dollhouse - The Attic

Dollhouse - The Attic

Exibido originalmente no dia 18 de Dezembro de 2009. Escrito por Maurissa Tancharoen e Jed Whedon e dirigido por John Cassaday.

Um daqueles episódio de deixar tonto. Quando tudo parecia encaminhado para um lado, uma reviravolta mirabolante é jogada nas nossas mãos e ficamos com aquela sensação dedesmoronamento. Mais um pouquinho de Caroline, uma aventura pelo tão falado Sótão, uma conspiraçãozinha ali e finalmente a resistência. Um episódio que reúne tudo isso não poderia ser outra coisa senão maravilhoso.

Além da continuidade e conexões na mitologia, este episódio é também um dos episódios mais visualmente impressionante de Dollhouse. O diretor convidado (John Cassaday, que trabalhou com Joss em “Astonishing X-Men“) tinha um sentido claro de comunicação visual, e as imagens ajudaram a comunicar o caos familiar no centro do sótão.

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Dollhouse – recapitulando a segunda temporada (parte 1)

Dollhouse

Dollhouse

A segunda temporada de Dollhouse foi ainda melhor do que a primeira (e olha que a primeira, apesar dos altos e baixos, foi bem boa). Já escrevi sobre os quatro primeiros episódios da temporada aqui no blog, e agora segue meus modestos comentários sobre os episódios restantes.

Dollhouse – 2×5 – The Public Eye – 8,0

Exibido originalmente no dia 04 de Dezembro de 2009. Escrito por Andrew Chambliss e dirigido por David Solomon.

O destaque desse episódio são as intrigas, as mudanças de direção e as surpresas. Echo é enviada para Washington, DC, com a missão de parar o senador Daniel Perrin antes que ele possa expor os segredos das Dollhouse’ – e por tabela os segredos da Rossum. Adelle e Topher também vão para a Dollhouse de Washington, DC, onde se encontram com a a programadora genial, Bennett Halverson (Summer Glau), uma mulher com uma ligação misteriosa ao passado de Echo e sua personagem foi um deleite para assistir. As reviravoltas todas que ocorrem na vida do Senador e com Echo ora no seu encalço, ora ajudando-o, muito bacana.Um episódio que misturou de forma bastante interessante a mitologia da série com as histórias individuais dos compromissos dos ativos. Muitas respostas foram reveladas, mas uma série de  outras questões foram levantadas.

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Dollhouse – recapitulando a primeira temporada (parte 2)

Dollhouse

Continuando a recapitulação da 1ª temporada de Dollhouse:

Dollhouse – 1×07 – Echoes – 8,0

Exibido originalmente  no dia 27 de Março de 2009. Escrito por Elizabeth Craft e dirigido por James A. Contner.

Echo abandona uma missão e vai para para uma universidade nas proximidades, onde todo o campus está sendo afetada por uma misteriosa droga da memória. A Corporação Rossum pede para Adelle enviar um grande contingente de ativos para um campus universitário na tentativa de recuperar recuperar essa droga experimental. A droga traz à tona lembranças reprimidas que afetam a todos, incluindo os ativos. Algumas origens de Echo são reveladas neste episódio que é muito bom, uma sequência de informações relevantes são muito bem colocadas para o espectador.

Dollhouse – 1×08– Needs – 8,0

Dollhouse - Needs

Dollhouse - Needs

Exibido originalmente no dia 03 de Abril de 2009. Escrito por Tracy Bellomo e dirigido por Félix Enríquez Alcalá.

Os piores receios dos responsáveis pela Dollhouse são realizados, os ativos começam a despertar (não sem a providencial auda de Acho, Victor e Sierra) e recordar algumas das suas “vidas passadas” e planejam fugir da casa. É a primeira vez que temos uma narrativa inteiramente na casa. Um falha no processo de impressão despertou os ativos e eles perdem o estado de inocência,mas sem lembrar quem realmente são configura uma dinâmica envolvente, em que o espectador sente o potencial de suas perguntas sobre os personagens finalmente serem atendidas.

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