Dani viaja: comida, museu e até uma múmia!

Hoje tem vlog, tem sim senhor!

Meu segundo dia no paízito foi cheio de comida e de visitas a museu. E teve até uma múmia de verdade descoberta totalmente por acaso no Museu de História da Arte.

O Uruguai é um país pequenino que faz fronteira com o Rio Grande do Sul e já é destino carimbado para muito conterrâneos gaúchos e tem se tornado um destino bastante procurado pelos brasileiros. Eu ainda não conhecia e fiquei muito feliz de poder, finalmente, visitar os hermanos do paízito.

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As Aventuras de Biblos – contar histórias para entender e preservar patrimônio

Nos últimos anos vem se discutindo o espaço museal como um espaço de educação não formal e a Educação Patrimonial vem ganhando lugar nas discussões acadêmicas a ponto de fazerem parte dos currículos de cursos superiores. Dentro dessa nova perspectiva o Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) propõe atividades educativas para receber grupos de escolares. Uma dessas propostas nos interessa abordar no momento, pois participaram do processo de criação alunos de estágio curricular da disciplina Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em conjunto com um grupo de quatro alunos provenientes desta disciplina eu e Fabiana Nunes da Silva, também estagiária do MUHM, elaboramos um texto de caráter ficcional e infanto-juvenil para compor um livro cujo nome foi escolhido pelo grupo: As Aventuras de Biblos: Aprendendo a preservar. Contamos, para tal, com o auxílio técnico-teórico da Técnica em Biblioteconomia do Museu, Erika Alíbio. O livro aborda de forma lúdica a preservação de livros. Entendendo aqui o livro como um patrimônio histórico, a oficina, que é uma contação de história, visa aproximar as crianças da noção de preservação de patrimônios a partir daquilo que lhe é mais próximo, o livro didático.

IMPORTANTE: este texto foi originalmente escrito para a XV Jornada de Ensino de História e Educação.

Dia internacional da mulher é comemorado com exposição no Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul.

Continuando assunto da semana passada (museus) venho especialmente par dar uma dica. Na próxima sexta-feira, dia 07 de março, ocorrerá a inauguração da nova exposição do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM). Uma homenagem às mulheres que dedicaram as suas vidas às praticas de saúde a próxima exibição trará um perfil de diversas médicas formadas, parteiras e benzedeiras através de um resgate da história oral de cada uma elas. Contemplando também as médicas pioneiras: a primeira médica formada no Brasil, a gaúcha Rita Lobato, e suas sucessoras Ermelinda Lopes Vasconcelos e Antonieta César Dias, além de Alice Maeffer, a primeira formada em solo gaúcho a exposição terá como nome Mulheres e Práticas de Saúde: Medicina e Fé no Universo Feminino.

A data de abertura ao público coincide intencionalmente com o Dia Internacional da Mulher, oito de março. O objetivo é trazer elementos de discussão sobre a mulher e em específico àquelas que se dedicaram às áreas da saúde, sobre a trajetória de médicas que venceram barreiras sociais e políticas para estudar, se formar e prestar atendimento médico quando a atividade era predominantemente masculina.. É interessante perceber que estão incluídas nesse tema a crença, a fé, a benzedura, que são elementos muitas vezes deixados de lado quando a discussão é medicina, no entanto é preciso considerar que diversas pessoas e famílias durante muito tempo preferiam ou tinham acesso apenas a essas mulheres que “curavam pela fé’.

O MUHM vem preencher um espaço que faltava no Rio Grande do Sul para a preservação e divulgação do patrimônio histórico-cultural médico. Na moderna concepção de museu, tão imprescindível quanto conservar, deve ser informar, fomentar e promover o conhecimento.

Visite Museus!

Agora que o ano realmente começou, passou o carnaval, o horário de verão se foi, fevereiro está se encaminhando para o final e março vem chegando com suas águas está na hora de voltar à velha rotina. No entanto isso não é desculpa pra deixar de investir em cultura (e estou falando de tempo e não de dinheiro). Uma boa dica é visitar Museus. Muitos, para não falar na maioria, são de acesso gratuito.

Segundo o Sistema Brasileiro de Museus (SBM) eles “são casas que guardam e apresentam sonhos, sentimentos, pensamentos e intuições que ganham corpo através de imagens, cores, sons e formas. Os museus são pontes, portas e janelas que ligam e desligam mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes”. Eles existem aos montes, por todo Brasil, por todo o mundo. Às vezes, quando menos esperamos encontramos um, em qualquer cidade que se preocupe com sua memória, sua história e seu patrimônio.

Existem Museus de arte, de história, militares, entre tantos outros. Cada um nos leva para um lugar diferente. Faz-nos viajar no tempo, no espaço, refletir sobre nós mesmos e sobre os outros. De temática específica ou não, cada um deles merece uma visita. E existem algumas dicas para que a passagem por essas casas seja ainda mais produtiva. A primeira delas é ler todas as informações disponíveis logo quando entra. Veja se há panfletos explicativos, informativos ou textos afixados nas paredes. Depois, olhe com bastante atenção para tudo o que estiver exposto. Se for de seu interesse pergunte se há um mediador que possa lhe auxiliar com a exposição. Veja se há projetos de Ação Educativa e se informe sobre seu funcionamento.

E sempre assine o livro de visitas, este ato é muito importante, pois auxilia na contagem de visitantes. O número de pessoas que passam por um museu auxilia a instituição quando solicita para órgãos de fomento verbas pra melhorias na preservação de nosso patrimônio. Quanto mais visitantes, mais os responsáveis pela cultura em nosso pais perceberão a importância e a diferença que faz um Museu!

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Texto originalmente publicado por mim na página Estratégia & Análise.

O papel do Museu e da Galeria no espaço da Arte

O segundo semestre de 2006 iniciou e inesperadamente a pergunta não veio do lugar comum. Numa disciplina acadêmica, quem geralmente questiona seus alunos são os professores. Porém não em Introdução à  Arte.

Surpreendentemente, eu, aluna do Departamento de História, me vi elaborando uma questão para colaborar nas discussções do semestre:

“Qual a importância do Museu e da Galeria enquanto espaços de arte?”

O objetivo seria responder a pergunta inicial, entretanto na tentativa de encontrar as respostas encontrei novos questionamentos.

A metodologia proposta era, então, responder a famosa pergunta através das diversas visitas, leituras e conversas durante os meses de aula. Fui em busca dos subsí­dios para a árdua tarefa de responder a questão feita por mim mesma.

Ao sugerir escolher um texto dos Cadernos da Bienal do Mercosul decidi-me por ler um texto de Brian O’Doherty. A partir disso acabei lendo o livro dele: No Interior do Cubo Branco: a ideologia do espaço da arte“. Após a leitura pude concluir que o autor, por ser um artista, sintetiza criticamente as principais premissas do espaço institucionalizado da arte modernista, o que ele nomeia de Cubo Branco.

É, portanto, uma ótima referência para se pensar o papel do museu e da galeria de arte na atualidade. Além deste livro utilizei como bibliografia o pequeno, no tamanho e não na importância, “O que é Arte?” de Jorge Coli, onde durante o texto confere ao espaço questões como discurso e público.

lém de perceber obras como a de Antoni Muntadas, que se encontra em uma galeria, não de arte, mas uma galeria comercial. A pergunta então tomou outra forma:

“Até que ponto é mesmo necessário o espaço especializado em salvaguardar obras artí­sticas?”