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Conhece a Pipa? A amiga da Tina.

A infância de muita gente bacana por aí foi marcada pelas histórias de uma turma pra lá de espcial. Eu me incluo na lista. A dos que foram marcados, não a dos bacanas (essa fica por tua conta). A turminha em questão é a famosa Turma da Mônica. Me criei lendo gibis da Mônica, do Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento.

Mas hoje quero falar sobre uma turma paralela, os jovens do pedaço. Muito antes da Mônica crescer outra garota arrancava suspiros nas histórias de Maurício de Souza. Estou falando da turma que acompanhava a Tina.

Pois é, mesmo criança eu adorava ler o que aquele pessoal aprontava. Rolo, Tina e Pipa eram inseparáveis, super amigos. Tina colecionava namorados, Rolo era mulherengo que só vendo e Pipa, a gordinha mais bacanuda que eu conhecia quando criança, era romântica e sonhava em casar com o namorado. Continue lendo →

Feliz dia Nacional dos Quadrinhos

No dia 30 de janeiro comemorei com mais alguns milhares o Dia Nacional dos Quadrinhos ou o Dia do Quadrinho Nacional. A data foi instituída 22 anos atrás e é uma homenagem a primeira publicação, em 1869. Lançada no periódico Vida Fluminense, “As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagemà Corte” foi escrita e desenhada por Ângelo Agostini. Ele também fundou uma das mais importantes revistas em quadrinhos do país, a Tico-Tico, de 1905.

Essa é uma data muito importante para os amantes da nona arte, porque renova as esperanças de se atingir realmente uma indústria de quadrinhos brasileira. Existem muitos quadrinistas, ilustradores e entusiastas dessa arte no país, mas eles ainda esbarram em editores que dão preferência aos projetos gringos e no próprio preconceito dos leitores com as publicações nacionais.

Quando se fala em quadrinho brasileiro a maioria das pessoas pensa em Maurício de Souza e Ziraldo, mas engana-se aquele que pensa que estamos limitados a estas publicações. Existe uma gama de HQs independentes e outras nem tanto circulando por todo o país. E importante mesmo é que ao lado da televisão, do rádio, do cinema e da imprensa, elas tornaram-se uma das mais importantes formas de expressão de nosso mundo, independente de raça, clero, dinheiro ou religião.

E agora estamos conquistando aos poucos o espaço digital, onde já se encontram a música e os filmes. O Blog dos Quadrinhos publicou uma lista de quadrinhos nacionais a um clique de distância. São centenas de tiras e histórias completas disponíveis na rede. Acessíveis para ler na tela ou baixar para o seu computador. Não é preciso nem comprar as revistas para se tornar um amante dessa arte!

*Nota publicada originalmente no Estratégia e Análise.

Feliz dia nacional das HQs (atrasada como sempre)

Na última Quarta-Feira, dia 30 de janeiro, foi celebrado em todo o país uma data muito especial: o dia Nacional da HQ. Apesar de conviver com gibis durante toda minha infância e adolescência, de ter aprendido a ler com a Turma da Mônica e com os gibis da Disney, me considero uma iniciante no assunto. Porém, mesmo que a paixão seja maior que o conhecimento também me dou o direito de comemorar!

A data não é oficial, mas é registrada em vários calendários e foi escolhida em homenagem à primeira publicação de quadrinhos no Brasil, em 1869: “As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte”. A história gira em torno de um caipira rico que resolve ir até a corte. A partir daí são inúmeras confusões e trapalhadas.

Alguns podem estar se perguntando: “mas o marco da oficial da criação da primeira HQ não é dos americanos, com o Yellow Kid (o Menino Amarelo) de Richard Outcault, em 1895?” Pois é, mesmo que o pessoal lá da terra do “american way of life” se considere criador dessa maravilha, as histórias em quadrinhos já existiam em diversas partes do mundo. E o Brasil não estava de fora, graças ao ítalo-brasileiro Ângelo Agostini, o criador do personagem Nhô Quim e suas aventuras. Recentemente foi lançado um álbum com os principais trabalhos dele, As Aventuras de Nhô-Quim & Zé Caipora: os primeiros quadrinhos brasileiros 1869-1883, organizado pelo jornalista e pesquisador Athos Eichler Cardoso.

Gostaria de fazer um panorama da situação das HQs no Brasil. Quem consome, quem cria, os independentes, os pops. E chegar à questão: há o que comemorar? No entanto não tenho um suporte/aporte estruturado para cometer tal ousadia. Deixo a árdua tarefa para quem entende do assunto mais do que a leitora amadora aqui.