Retrospectiva Literária 2016 e Metas para 2017

Em 2016 eu consegui cumprir algumas metas e quase finalizei um desafio. Li mais que nos últimos anos, o que vem ocorrendo sucessivamente. Foi bom, mas poderia ter sido muito melhor. Ainda não consigo ler tanto quanto eu lia antes de começar a trabalhar, mas estou chegando lá. Por isso, fiz uma análise do que eu li, como eu li, como pretendo melhorar ainda mais em 2017 e gravei um vídeo contando tudinho.

Não consegue ver o vídeo, que tal assistir direto no Youtube?

E as metas para 2017?

Já tentei muitas vezes fazer desafios, estabelecer metas específicas de livros para ler, mas já percebi que esse não é o melhor jeito de estabelecer metas. Prefiro então fazer metas mais genéricas, para ter mais liberdade na hora de escolher:

  • Concluir 40 leituras (contando HQs)
  • Fazer leituras de três continentes diferentes
  • Fazer leituras de oito países diferentes
  • Concluir o Desafio Livrada 2017
  • Ler ao menos um livro no original em inglês e um em espanhol
  • Só posso comprar um livro depois de ler 10

Que o ano de 2017 me traga leituras ainda melhores que no ano passado e eu consiga cumprir todas as metas. Então, me conta quais são as tuas metas literárias para esse ano? Estabelece algum tipo de meta? Conseguiu cumprir as do ano passado?

Adeus 2016: uma retrospectiva

Em todas as minhas redes sociais o que eu via/lia eram posts sobre como 2016 foi um ano horripilante. E não é para menos, teve crise em cima de crise (uma econômica que foi forjada em nome de interesses bem nefastos e uma política que também teve a mesma origem), crimes de ódio, Trump, Temer, Sartori (quem é do Sul, sabe do que estou falando, mas quem vive em outros estados deve ter um Sartori pra chamar de seu), desastre nas urnas em boa parte dos municípios, desastres ambientais – nos quais os responsáveis estão impunes até hoje – violência, bossais ganhando cada vez mais espaço na política, repressão, ataque à direitos já existentes, barreiras políticas e religiosas que impediram a conquista de novos direitos fundamentais, e uma miríade de problemas que se eu for colocar aqui não paro de escrever até 2018.

Felizmente, na vida pessoal eu tive um pouco mais de sorte. Meu único problema foi ser pobre mesmo. Esse ano foi cheio de coisas muito bacanas, que eu estou super feliz em relembrar.

Curti muito a cidade com os eventos locais, passeios pelas ruas, museus e centros culturais, muito rolezinho de bicicleta – aliás, eu ganhei uma bicleta maravilhosa! Fui à shows de punk rock com bandas massas, voltei a desenhar quase diariamente (comecei um curso de desenho e abandonei 🙁 , e também mais uma pausa nos mesmos desenhos), fui a muitas feiras de antiguidade, uma coisa que adoro. E o namoro? Engatou e ficou sério.

Minha Monark Brisa reformada

Fiz uma tentativa frustrada de completar a leitura de Os Miseráveis (parei nas primeiras 150 páginas). Li 32 livros ao longo do ano, o que me deixou feliz, porque aumentei minha média anual (mas ainda não bati os mais de 60 de uns anos atrás). Meu apartamento recebeu muitos amigos (e eu gostaria que isso se repetisse muito mais em 2017). Tentei ser mais organizada e falhei, não consegui me adaptar ao filofax, nem usando as senhas do bullet journal combinadas com o planner. E por falar em organização, acredito que no trabalho eu consegui obter um resultado mais satisfatório em termos de organização. Mais um ponto pra mim. Em sala de aula, não preciso nem dizer, eu  aprendi muito com os alunos e me diverti bastante também, apesar de uns dias de stress com aqueles pimpolhos. Nesse ano eu também consegui elaborar e colocar em prática um projeto com fanzines que estava ha tempos querendo fazer e foi um sucesso!

Foi um ano bem colorido. Cortei, descolori e pintei o cabelo. Fiz duas tatuagens em janeiro, uma em junho, duas em setembro e uma no finalzinho do ano. Ufa. E claro que eu tenho plano para mais umas oito ou nove…

Tatuagens são viciantes…

Em 2016 eu viajei pouco. Fui à praia duas vezes, ambas com amigos. Uma no início do ano (janeiro) e outra já em dezembro. Mas teve viagem internacional também, capaz que não. Fui pela primeira vez ao paízito (Uruguai): conheci Montevidéu, Punta Ballena e Punta del Este em uma semana maravilhosa com o namorado e com amigos. Fui no sítio da Família Lima em dois irmãos com o pessoal da escola e fiz uma trilha que foi dura, mas fui até o fim. Fiz tirolesa!!! Isso mesmo, eu-fiz-tirolesa. Não sem antes pagar um miquinho básico, é claro.

Av. 18 de Julho, Montevidéu

Aliás, esse ano eu aproveitei bastante meus amigos de longa data e cultivei novos que estavam ali, do ladinho, trabalhando comigo. Que coisa boa ter amigos no local de trabalho. Eu sempre fiz amizade com meus colegas de trabalho, mas nesse ano eu me dediquei muito mais aos amigos do trabalho e valeu muito! Isso rendeu muitas risadas, cervejas, passeios, jogatinas de Uno (que, aliás, eu aprendi esse ano!) e até uma prainha no final do ano.

O ano foi embora tão rápido que quase não postei no blog, ou no youtube. Falta de organização e disciplina são as grandes vilãs dessa história. Mas, para compensar a falta ao longo do ano, eu fiz o #VEDA (Video Every Day April) e foi incrível!

E nos quarenta e cinco do segundo tempo eu adotei mais uma gata. A Merida.

Oi, eu sou a Merida.

No final das contas, o ano teve altos e baixos e em alguns aspectos foi pior que 2015 (oi cenário político?). Ao mesmo tempo, não foi de todo ruim. Muita coisa boa aconteceu na minha vida. Mas esse ano eu quero terminar com uma reflexão: embora as coisas tenham saído melhor do que o esperado pra mim, não posso deixar de lado o sofrimento de tanta gente e fazer um saldo positivo desse ano. Por isso, tchau 2016, já vai tarde!

2015: Retrospectiva sem firulas

WILD

Ainda em clima de virada de ano (já que o ano só começa mesmo depois do carnaval), resolvi escrever um pouco sobre o meu ano de 2015. Uma espécie de retrospectiva sem muita firula. É quase consenso que 2015 foi um ano bosta. E em muitos sentidos ele foi mesmo. Mas para mim ele teve um quê de especial. Foi uma ano cheio de primeiras vezes, um ano em que experimentei a vida adulta plenamente e até que me saí bem, foi também o ano em que o feminismo mudou como eu me enxergo e me coloco no mundo. Vem, pega minha mão e entenda um pouco mais das sandices que estou falando.

As primeiras vezes:

Tomei banho de cachoeira pela primeira vez. E foi muito especial. Foi num passeio da escola, na companhia de colegas de trabalho e alunos que eu amo e mesmo assim pude me libertar e cair na água gelada de roupa e tudo depois de uma trilha curtinha, mas que deu trabalho, afinal de contas preparo físico passa longe desse corpinho.

E por falar em trilha, em 2015 eu trilhei pela primeira vez na vida! Sim, fiz a trilha do Morro da Urca, no Rio de Janeiro. Foi o maior barato. E para uma primeira trilha me saí super bem subindo os 900 metros até chegar no bondinho e continuar o trajeto para o Pão de Açúcar. Nessa trilha eu também tive um contato bastante próximo com macaquinhos fofinhos que roubaram minha barrinha de cereal em uma parada estratégica para recuperar energias (mais uma vez, preparo físico mandou lembranças).

Ainda no clima esporte, nesse ano eu desci dunas em um sandboard e voei por elas em um bugue irado, e o melhor de tudo, tudo isso aconteceu em Nasca, no Peru.

Untitled design(1)

Adotei mais um gato, o Vincent Van Gogh. Sapeca, arteiro e o bebezão da casa. E radicalizei geral no visual: pintei o cabelo de novo de rosa e depois de azul, além de colocar um piercing no septo.

Nesse ano eu também reuni muitas forças e criei coragem para finalmente terminar um relacionamento que já não estava muito bom e encarei uma aventura completamente nova: enfrentei uma mudança e a vida morando sozinha. Gastei muita grana, meu projeto de economizar foi por água abaixo com tanta mudança na vida (mudanças necessárias). Aluguei um apartamento sozinha e desde o dia 15 de outubro estou morando em Porto Alegre, realizando um sonho de morar no Centro Histórico.

Em 2015 eu viajei três vezes:

  1. Rio de Janeiro (uma semana nas férias de Julho): onde encontrei um casal de amigos que moram por perto, mas que infelizmente vejo pouco, uma amiga do <3 que mora por lá e finalmente conheci uma amiga virtual do tempo que eu era mais ou menos ativa no fórum Valinor...
  2. São Paulo (um bate e volta): 14 e 15 de novembro, com um amigo, para conhecer a Feira do Livro Anarquista de São Paulo. Conheci também o Beco do Batman (muito amor por esse lugar) e passei horas infernais, porém divertidas, na 25 de março.
  3. Peru (sim,fui de novo sem escrever nenhum post sobre a primeira viagem): oito dias na companhia de uma amiga querida que nuca tinha ido. Refiz muitos passeios, vivi aventuras incríveis, pratiquei esportes radicais em Nasca (sandboarding e bugui nas dunas que falei algumas linhas antes), perdi ônibus de uma cidade para outra, pegamos ônibus de viagem que não são destinados para turistas, cheio de locais e de histórias, passei malzona com o soroche em Puno, visitei ilhas flutuantes, vomitei em banheiro de restaurante, passei frio e passei calor, fiquei sem dinheiro (zerada mesmo!) e contei moedas para comer no último dia da viagem, recusei ficar no hostel que tinha reservado porque era horrível de sujo, conheci peruanos e bebi cerveja com eles, fui enganada por agente de viagem em Arequipa, fiquei sem ir a Macchu Picchu e aproveitei muito cada segundo da viagem, mesmo com todos os perrengues.

Untitled design

Eu também fiz upgrade no equipamento fotográfico e de vídeo: comprei uma Canon T5i, uma GoPro 3+ Black Edition, uma Instax Mini e uma câmera lomo, a Diana F+. Além disso, fiz um upgrade no computador, adquiri um MacBook Pro Retina 13′. Descobri dezenas de aplicativos maneiros. Uns me deixaram mais pobres e outros mais rica. Outros ainda me trouxeram horas de gargalhadas e pessoas que passaram voando e outras que ficaram…

Em 2015 eu descobri que ainda tenho fôlego pra ir numa festa mara, dançar a noite toda, ir para casa, tomar banho e mesmo virada entregar boletins no sábado de manhã. Eu também voltei a pedalar, com o aplicativo BikePoa e amei (já estou até pensando em comprar uma bicicleta para mim). E algo maravilhoso: conheci pessoalmente amigos de longa data das internê… Virei um jogo de videogame depois de muito tempo sem jogar. Passei 24 horas lendo em uma maratona literária. E ainda assim li pouco ao longo do ano. Comprei muito livro, vi pouco filme, fui bastante ao cinema (proporcionalmente), gravei alguns vídeos (alguns ainda esperam edição, desculpaê), saí mais com os amigos, desenhei pouco, investi em aquarela, pisei na bola, tentei consertar, reclamei menos, fiz mais.

E talvez o mais importante de tudo, 2015 foi o ano em que o feminismo mudou minha vida. Eu me considero uma feminista desde muito jovem, mas foi somente nesse ano que eu me aprofundei mais no feminismo como teoria e como prática. Aprendi que representação importa, que gordofobia é um problema que eu enfrento desde cedo na vida (e é um termo tão novo que nem o corretor aceita a palavra sem sublinhar de vermelho), que um relacionamento abusivo não depende necessariamente de uma relação com violência doméstica, que eu não preciso ter vergonha de ser diferente, parei de ter vergonha e estou explorando e conhecendo meu próprio corpo, usei o tal copinho pela primeira vez e me apaixonei, resgatei debates internos sobre minha sexualidade. Em 2015 li muito sobre o assunto e mudei muitas práticas na minha vida. Ainda não mudei muitas outras, mas tudo é uma construção diária e começar foi extremamente importante.

Acho que o saldo de 2015 não foi apenas de coisas negativas. Infelizmente nosso cenário político e econômico foi realmente complicado, mas minha vida pessoal meio que compensou isso. Acho que aprendi que viver é experimentar e tirar ensinamentos bons até das piores coisas, e isso tudo eu aprendi (ou reaprendi) esse ano. Então, por todas as coisas boas e ruins, obrigada 2015.

10 coisas que fiz nos últimos 10 anos

Hourglass – de Nick Olejniczak

Vi a Renata do Mulher Vitrola postar no seu perfil do Facebook e adorei. Resolvi fazer também… Afinal, o blog fez 10 anos em Janeiro de 2016. Pelo que eu passei nessa última década?

Os fatos não estão em ordem cronológica ou de importância.

  1. Me formei na UFRGS (História).
  2. Passei no vestibular da UFRGS e comecei outro curso de graduação (Letras).
  3. Adotei alguns gatinhos.
  4. Fiz tatuagens e coloquei um piercing no septo.
  5. Passei em um concurso público e assumi como professora graduada na rede pública de Canoas/RS.
  6. Comprei um apartamento.
  7. Desisti do apartamento, junto com o relacionamento que vivia nele e aluguei um apê só para mim.
  8. Publiquei um livro infantil junto com amigos e colegas de um antigo estágio.
  9. Aprendi a nadar.
  10. Viajei para o exterior mais de uma vez.

Faça também e relembre os bons momentos de sua vida nesses últimos dez anos 🙂

Breve Retrospectiva 2012 + último Mr. Postman do ano

E lá se vai 2012. E está terminando bem. É o que importa. Mesmo que eu tenha lido muito menos do que planejei, muito menos do que gostaria e não tanto, mas menos do que podia. Mesmo que eu não tenha cumprido nenhum dos desafios que me fiz esse ano (apesar de ter quase conseguido terminar o Desafio Literário 2012, faltando poucos livros e algumas resenhas para atingir o objetivo). Mesmo que eu tenha abandonado – não intencionalmente – a organização do DL 2012 para dar conta dos milhares de afazeres que preencheram os meus dias. Mesmo que eu tenha trancado um semestre de Letras e tenha cursado somente uma disciplina no segundo semestre por conta de um horário de trabalho que me impossibilitou de seguir adiante. Mesmo que eu tenha perdido muito tempo com TV por assinatura, suando no sofá e reclamando da vida. Mesmo que eu seja resmungona demais. Mesmo que eu tenha deixado o blog sem atualizações desde setembro. Mesmo que eu não tenha me dedicado 100% na pós-graduação, mesmo que eu tenha deixado quase tudo pra última hora nessa reta final, eu não posso reclamar nem por um segundo do ano que tive.

Porque foi em 2012 que eu finalmente consegui meu primeiro emprego na área (estágio não conta, certo?!) de História, dando aula como sempre sonhei (apesar das mal preparadas e mal dadas aulas de Geografia). Foi em 2012 que eu adquiri minha casa própria – um apartamento de dois quartos, sala, cozinha e banheiro que apesar de pequeno comporta todos os meus sonhos – ao lado do Juliano. Foi em 2012 que eu vi Madonna ao vivo e posso dizer que nem foi tão maravilhoso assim (não posso nem comparar com Paul McCartney, claro). Foi em 2012 que eu finalmente ingressei na vida adulta de cabeça, sem dar escapadinhas para a casa da mãe, como eu fazia antes. Foi em 2012 que eu adotei o Gandalf e a Willow para fazer companhia para minha amada Starbuck. Foi em 2012 que eu visitei um parque aquático pela primeira vez e tomei banho de piscina com meus alunos do coração. Foi em 2012 que eu me emocionei vendo meus alunos se formarem e fiquei tão orgulhosa mesmo que eu tenha dado aula apenas por seis meses para eles. Foi em 2012 que eu cozinhei pratos deliciosos e recebi amigos para dividir com eles os sabores dessa vida que não é perfeita, mas tem sido muito boa comigo.

E que venha 2013. Com muitas surpresas, coisas boas e ruins, aprendizados e novos desafios (os literários, profissionais, acadêmicos…). Feliz 2013 para todos os leitores desse blog, todos os meus amigos.

E para não perder o costume, o último Mr. Postman do ano. Espero que gostem 🙂

Bem vind@ ao Mr. Postman!

Esse é um meme criado pela Kristi, do The Story Siren, no qual mostrarei tudo o que recebi, comprei ou ganhei durante a semana.

Se não conseguir visualizar, assista direto no youtube.