12.11.08

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Daniela     1:22 pm Arquivado em: Na Estante Tags: , , 13 palavras no texto.

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26.09.08

A Narrativa do Romance Policial

Daniela     4:57 pm Arquivado em: Na Estante Tags: , , , , 382 palavras no texto.

Depois de escrever um pouco sobre o surgimento do Romance Policial, é hora de falar da forma que a narrativa assume. A narrativa policialesca diz respeito a uma inclinação humana já existente, e busca a mais completa verossimilhança com a realidade. Os aspectos poéticos são abandonados em prol do exercício da racionalidade. O leitor interage através do medo. E busca compreender crime e criminoso em conjunto com a figura do detetive, responsável pelo desenrolar da história. O detetive representa a polícia, e ele é o herói. Em contrapartida o criminoso assume um papel de aberração.

Com o romance policial de segunda geração há uma inversão do papel do detetive e do lugar do crime na sociedade. Se nos romances de primeira geração eles eram aberrações e não faziam parte da ordem social, nos romances escritos a partir das décadas de 1920 e 1930, eles passam a fazer parte de um esquema social que é por inteiro abominável. Ambos estão inseridos na urbe, mas é a com a hard-boiled novel que a cidade passa a ser retratada como verdadeiras ruínas modernas aprisionadas pelo senso de mercadoria e pela multidão. São nas grandes cidades que os grandes crimes aparecem. O terror agora passa a estar escondido em qualquer beco ou ruela. O criminoso pode estar em qualquer lugar, e a vítima pode ser qualquer um.

O detetive agora faz parte do submundo, mas ainda representa o herói, pois ele não se deixa contaminar por essa doença social em que a cidade está imersa. O gênero não se extinguiu, pelo contrário, ganha cada vez mais força expandindo seus braços para outras mídias. Um exemplo clássico são os seriados de televisão que surgem na década 1960 e perduram até hoje. O mesmo pode-se dizer acerca das metrópoles contemporâneas. Não é por acaso que as cidades de onde saem os novos autores da literatura policial (no caso do Brasil) são Rio de Janeiro e São Paulo, duas grandes metrópoles. Mas esse é um tema para outro texto. Quem sabe.

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20.08.08

De onde surgiu o Romance Policial?

Daniela     10:38 am Arquivado em: Na Estante Tags: , 400 palavras no texto.

A Olivia Maia escreveu que o Romance Policial que conhecemos hoje é originário da literatura Gótica do século XIX. Na época, as histórias falavam sobre cientistas, sobre o misterioso mundo dos mortos e sobre aberrações. Com a revolução industrial e o impacto que ela causou na vida em sociedade, novos tipos de literatura surgiram. O medo dessa nova sociedade era propício para tais manifestações de horror.

Esses romances faziam parte de uma fala ritualizada que ao poucos produzia aquilo que Foucault identificara como uma modificação das tediosas narrativas sobre o crime para a construção de uma estratégia que produzia o “crime dourado”. Quando Edgar Allan Poe escreve Assassinatos na Rua Morgue, ele inaugura o estilo. E inaugura também boa parte do procedimento que os detetives do romance policial passarão a adotar.

Escritores como Conan Doyle e Agatha Christie surgiram a partir das histórias de Poe. E partilham características comuns do romance policial clássico. Um detetive que conduz a investigação como uma espécie de exercício cerebral. O crime é tratado como uma aberração, são os crimes emblemáticos. Motivações individuais e culpa individual. O criminoso é um problema que pode ser eliminado. O final da história é sempre a descoberta e a punição. A Olivia diz que “o detetive e a lógica controlam completamente o problema e o crime é reduzido a um quebra-cabeça”. Mas com a virada do século, a sociedade muda mais uma vez. São outros anseios.

A década de 1920, nos Estados Unidos, faz surgir uma nova literatura policial, o hard-boiled novel. O primeiro romance do gênero é O Falcão Maltês de Dashiell Hammett. E essa nova fase do romance policial “reflete, de certa forma, os preconceitos da época: a cidade decadente era tomada por imigrantes, socialistas e homossexuais”. As características se invertem, agora o detetive é um tipo cínico e frustrado. Ele conhece e faz parte do submundo. O crime não é mais isolado da sociedade, uma aberração social, apesar de ainda ser emblemático. Ele agora é reflexo de uma sociedade que é por si só uma aberração.

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Daniela Soares, 20 de Abril de 1984, habitante de Cachoeirinha/RS. Estudo História na UFRGS... É uma dessas gurias que vivem com o tal de 'roque em rou'... mais?

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