Arquivo

Sangue

Posts em Sangue.

True Blood S02E12 – Beyond Here Lies Nothin’

A season finale de True Blood surpreendeu, mas não porque foi incrível, bombástica, maravilhosa e inovadora. Justamente pelo contrário. O último episódio da segunda temporada foi morno, bem morno.

Se você não gosta de spoillers pare de ler neste ponto.

Aquilo que era previsível aconteceu. Maryann finalmente morreu e a cidade ficou livre, de uma hora para outra, de todas aquelas festas orgiásticas e o pessoal recuperou o controle sobre suas mentes. Isso era de se esperar. Mas aconteceu tudo de maneira tão sem graça. Só foi interessante ver a hora da morte da Mênade, com o touro chegando e metendo o chifre na Maryann. E descobrir que o bovino era, na verdade, Sam Merlotte foi uma das melhores partes.

Muito sem graça ver Jason e o Detetive Andy serem transformados em seguidores da Mênade de uma hora para outra. Ficou meio besta aquilo. De mais a mais, o ritual, que deveria ser um ponto alto, foi tão sem sal que quase não deu pra engolir. E o ovo era, afinal, só um ovo de avestruz e seria utilizado como símbolo de fertilidade para o insano ritual.

Continue lendo →

O terror de Sam Raimi

Sam Raimi está na boca do povo com seu novo longa de terror Arraste-me Para o Inferno (Drag Me to Hell; EUA; 2009) Que estreou em terras tupiniquins apenas na última sexta-feira – lá pelas bandas do Tio Sam a estréia foi em Maio. Eu ainda não pude ver o tão comentado filme, mas óbviamente já vi o trailer e fiquei bastante interessada.

E em um dos trailers uma frase me chamou a atenção: “do mesmo diretor de Homem Aranha“. Tudo bem que Homem Aranha (pelo menos os dois primeiros) são bem bacanas e tal, mas porque diabos este anúncio? Homem Aranha não é o tipo de filme que creditaria alguém para fazer um bom filme de terror. Por que não anunciar assim: “do mesmo diretor de Uma Noite Alucinante“? Seria mais apropriado.

E como a primeira trilogia eu vi (não, não foi Homem Aranha), vou falar sobre os filmes que credenciam Sam Raimi para fazer filmes de terror.

A Morte do Demônio / Uma Noite Alucinante – Parte 1 – Onde Tudo Começou

(The Evil Dead; Dir: Sam Raimi; EUA; 1981) ****/*****

Uma Noite Alucinante é o primeiro filme da trilogia dirigida por Sam Raimi e é um dos maiores representantes de um dos sub-gêneros do cinema de horror, os filmes de “violência explícita”, ou seja, filmes cujos roteiros procuram mostrar o horror de forma mais crua e direta ao invés de usar da sugestão para assustar o espectador. O objetivo não é apenas assustar, é também enojar o público. Cheio de clichês (jovens que vão para um lugar isolado na floresta, instalando-se em uma casa aparentemente abandonada que acidentalmente invocam o demônio) e muito sangue falso, tripas e partes do corpo decepadas, este é o mais assustador dos três filmes.

Continue lendo →

Os trailers das novas temporadas dos seriados começam a aparecer.

Quando começam a aparecer os trailers das novas temporadas das séries que assisto e que ainda não consegui terminar bate uma sensação de que preciso urgentemente ver todos os episódios que me faltam para poder acompanhar a nova temporada que se aproxima.

E assim é com Dexter. O trailer da Quarta Temporada foi exibido na Comic Con e traz a participação do ator John Lithgow, como o novo serial killer da série.

Será que consigo ver TODA a terceira temporada até setembro?

Um poema aos Domingos #1

O trecos & trapos está passando por algumas reformulações, dentre elas a criação desta coluna: Um poema aos Domingos.

Sempre aos Domingos, em quase todos, publicarei um poema do qual eu goste ou uma indicação tua. Por quê? Simplesmente porque a poesia nunca foi meu forte. Nem na leitura, muito menos na escrita. E eu quero descobrir um pouco mais sobre poetas e suas obras e sensibilizar-me um pouco mais a partir desse formato de literatura.

No começo vou colocando os poemas que gosto. E para começar bem resolvi colocar um poema de Heiner Müller. O poema é uma homenagem à Pina Bausch.

Sangue na Sapatilha ou Enigma da Liberdade

Heiner Müller – 1981 (para Pina Bausch)

De criança brincávamos de esconde esconde.
Ainda se lembra de nossos jogos?
Todos se escondem, um espera
O rosto contra uma árvore ou parede
As mãos sobre os olhos, até que o último
encontre seu lugar, e quem for descoberto
Tem que correr do pegador.
Se chegar primeiro na árvore, está livre.
Se não fica parado no lugar
Como se bater a mão em uma árvore ou parede
O pregasse ao chão como pedra sepulcral
ele não pode se mover até que o último
Seja encontrado. e às vezes o último
Por estar tão bem escondido, não é encontrado.
então todos esperam petrificados
cada qual seu próprio monumento, pelo último
e às vezes acontece morrer um
Seu esconderijo não é encontrado, não há
Fome que o faça escapar de sua morte
Aquela que o encontrou fora da fila
Os mortos não tem mais fome.
Então não há ressurreição. O pegador
Revirou cada pedra quatro vezes.
Agora só pode esperar, o rosto
Contra a árvore ou parede
as mãos sobre os olhos, até que o mundo
Tenha passado por ele.
Ponha suas mãos sobre os olhos irmão.
Os outros, que o pegador pregou ao chão
Ao bater a mão em uma árvore ou parede não correram
Depressa de seu esconderijo que não era bem seguro,
Eles agora não tem mais sobre seus olhos as mãos,
Não mais podem se mover e também os olhos não podem fechar
de acordo com a regra do jogo.
Como pedras no cemitério esperam eles
Com os olhos abertos para o último olhar.

Blood Tea and Red String (2006)

Logo no início de janeiro eu vi um post sobre um filme no Anorak. A curiosidade me pegou de jeito.

Finalmente consegui assitir a produção de Christiane Cegavske. E fiquei encantada com o que vi. Uma animação em stop-motion maravilhosamente obsoleta.

Blood Tea and Red String (Dir: Christiane Cegavske; EUA; 2006)

Escrita, dirigida e produzida por Christiane demorou 13 anos para ficar pronta, mas cada minuto na produção desta obra-prima valeu a pena.

Os bonecos e o cenário foram feitos inteiramente por ela e possuem um detalhismo magnífico. Criou um universo novo, onde as cores e seus habitantes são de uma vivacidade enorme, no entanto são também assutadores.

A história tem uma sinopse muito simples: ratos brancos e altivos (aristocráticos, vestidos em estilo Vitoriano) de encontro às criaturas que residem sob o carvalho (orelhas de bastão, pele peluda e bico de corvo). As criaturas criaram uma boneca fêmea com um ovo em sua barriga e a penduram em forma de crucifixo no carvalho. Numa noite, os ratos chegam silenciosamente e levam embora a deusa de pano. Tem inicio uma perseguição para recuperar a boneca.

Criaturas do Carvalho Criaturas do Carvalho

A seqüência é totalmente livre de diálogos dando um toque ainda mais especial e fazendo a trilha sonora de Mark Growden um elemento de muita importância. É impossível imaginar o filme sem a flauta que um dos habitantes do carvalho toca constantemente.

Uma fábula enigmática e sombria, que muitos diriam não ser indicados para crianças. Mesmo que todo conto de fada tenha sido originalmente sombrio. Esse é um conto de fadas adulto  muito inspirado no cinema de David Lynch. Inspiração que essa que salta aos olhos já nas primeiras cenas da película feita totalmente à mão.

Comentando True Blood

O que eu fiz nesse feriadão de Carnaval além de ir ao Cevas & Blogs e ver a cerimônia do Oscar na Internet? Não, eu não saí em bloco nenhum, não vi desfile de nenhuma escola de samba ao vivo nem na televisão, não fui a nenhum baile de máscaras.

Eu vi a primeira temporada de True Blood, do começo ao fim (exceto o primeiro episódio que tinha visto um tempo atrás). O que não é muito complicado, pois a temporada é mais curta do que a maioria: tem doze episódios (comum para séries da HBO).

Eu gostei bastante da série. Porém não achei a melhor coisa desde  a tampa de rosca, diferente de muitos.

Criada por Alan Ball, o mesmo de Six Feet Under, o programa é baseado na série de livros de Charlaine Harris, em especial no primeiro livro Dead Until Dark. Uma série sobre vampiros que tentam viver entre os humanos e uma garçonete paranormal que se apaixona por um exemplar da fascinante e marginalizada espécie. Passa-se numa cidadezinha no sul dos Estados Unidos onde um assassinato misterioso ocorreu.

Quando vi o piloto pensei: nossa, tudo isso em uma série só? Parece tanta coisa, sei não. Teve gente que gostou demais, eu desconfiei. Dei um tempo para ver os outros episódios. Continue lendo →