Doctor Who 06×13: The Wedding of River Song

Doctor Who - The Wedding of River Song
Dirigido por: Jeremy Webb
Escrito por: Steven Moffat

Finalmente o mistério sobre a morte do Doutor é revelado. E nada melhor do que fazer isso embalado por um casamento. O nome do episódio até certo ponto parecia incompatível com tudo o que está acontecendo, mas quando ele acontece tudo faz sentido. O episódio foi muito bom, como sempre, afinal de contas quem escreveu foi o próprio gênio por trás da temporada, Moffat.

Mas fiquei com uma pulguinha atrás da orelha. Mesmo maravilhoso eu esperava muito mais. Por quê? Simplesmente porque era um episódio escrito pelo Moffat. Ele repetiu o truque de The Pandorica Opens de trazer de volta caras conhecidas para o final da história. Assim matamos a saudade de Foi assim que chegamos Churchill e do cara gordo e azul, da tripulação do Teselecta e do Silence. É claro que teve também River Song , Madame Kovarian, Rory e Amy.

É claro que era um final complicada para o arco que Moffat criou. Como explicar uma morte definitiva do Doutor? O que seria da série depois disso? Matt Smith é um Doutor memorável, mas não seria o último, com certeza. O arco pedia um final muito bem fechado, mas esse final não poderia ser óbvio, como um Doutor fake feito da tal carne (lembra que o fake ficou pra trás naquele episódio?). Eu me recusava a acreditar que Moffat faria isso. e não fez. Um grande suspiro de alívio. Mas ele fez quase isso. Certamente não foi tão óbvio, mas a explicação para como o Doutor se salvou da morte sem violar um ponto fixo no espaço-tempo já tinha sido cantada previamente, mas ainda assim foi bem executada. Read More

Doctor Who 06×12: Closing Time

Doctor Who - Closing Time

Dirigido por: Steve Hughes
Escrito por:Gareth Roberts

Só mais esse episódio para saber o que realmente aconteceu com o Doutor no início da temporada. Mas é nesse que descobrimos como ele chegou até lá.

O episódio começa de forma muito parecida com o primeiro episódio em 2005. E se passa basicamente em uma loja de departamentos. É aqui também que temos a volta do Cybermen. Parecia bem despretensioso, parecia até ser um alívio cômico para o mar de lágrimas que era esperado para a finale. Apesar de realmente ser um alívio cômico em diversos momentos, o episódio foi bem mais do que isso.

Depois de deixar o casal Pond em casa em The God Complex, ele resolve visitar alguns amigos e 200 anos se passam até ele chegar na casa do velho amigo Craig Owens, aquele do episódio The Lodger, na 5ª temporada, um dia antes de sua morte. Craig vive uma vida bem diferente da época em que foi visitado pelo Time Lord, e diga-se de passagem o Doutor ajudou bastante. Ele está casado com Sophie e com um bebê lindo que ficou encarregado de cuidar enquanto sua esposa está viajando. O bebê chama Alfie, ou como ele prefere, Stormageddon. Mais uma vez vemos o Doutor falando com bebês. Read More

Doctor Who 06×10: The Girl Who Waited

The Girl Who Waited - Doctor Who

Escrito por Tom MacRae
Dirigido por Nick Hurran

Definitivamente Amy Pond está predestinada a esperar. Ela esperou 12 anos por seu raggedy Doctor, depois de encontrá-lo ele demorou dois anos para voltar e finalmente levá-la como companion. Ainda esperou 2000 anos para sair da Caixa de Pandorica, esperou durante sua gravidez – inconsciente e na companhia da Madame Kovarian -, e agora ela esperou 36 anos em um planeta em quarentena, Appalapachia.

Como ela chegou lá? Bom, essa é uma boa pergunta. Ela simplesmente apertou o botão vermelho ao invés do verde. Agora me responda, quem em sã consciência, tendo um botão verde e outro vermelho resolve apertar justo o vermelho? Hein? Pois é, Amy Pond fez isso, ela, uma garota tão esperta. Mas tirando o a estupidez inicial, o episódio teve ótimos momentos. O Doutor não sabia que o planeta estava em quarentena e resolveu passar por lá para mostrar as maravilhosas paisagens do lugar. Ele e Rory apertam o botão verde e entram em uma sala. Amy ficou para trás porque resolve buscar o celular dentro da Tardis (hã?).

Amy: Have you seen my phone?
The Doctor: Your phone?
Amy: Yeah.
The Doctor: Your mobile telephone. I bring you to a paradise planet two billion light years from Earth and you want to update Twitter.
Amy: Sunsets, spires, soaring silver colonnades. It‘s a camera phone.
The Doctor: On the counter by the DVDs.
Amy: Thank you.

Acontece que ao voltar da Tardis, a sala já está fechada e ela tem a brilhante ideia de apertar o botão vermelho e vai parar na mesma sala, porém com um fluxo temporal acelerado. E ela fica presa por lá, com robôs nada amigáveis que vigiam a quarentena do planeta. Para ela se passam 36 anos, para a dupla Rory e o Doutor, apenas algumas horas. O Doutor não pode fazer nada, pois a doença que causou a quarentena no lindo planeta era contagiosa e ele poderia morrer. Humanos eram imunes. Então o Doutor fica na Tardis e manda Rory com um óculos câmera em busca de Amy (Rorycam). Read More

Doctor Who 06×09: Night Terrors

Doctor Who - Night Terrors

Monstros são reais! E, às vezes, quando o chamado por ajuda é forte o bastante, o querido doutor faz um atendimento domiciliar. Nessa história de Mark Gatiss temos a volta, depois de muito tempo (creio que desde “The Curse of the Black Spot“) uma história sem qualquer ligação com a mitologia da temporada – who is River Song? – (será?).

Ouvi por aí que muita gente não gostou do episódio. Eu gostei, já estava com saudade das histórias isoladas do Doutor e seus companions. Achei a sinopse muito interessante e o episódio me lembrou o da segunda temporada “Fear Her“, em que o 10º Doutor também vai ajudar uma criança e acaba encontrando um alienígena perdido e em busca de um lar – no caso do episódio que se passa as vésperas da abertura das Olimpíadas de 2012, o alienígena “possuiu” a criança, e em “Night Terrors” ele era a criança. Mas acredito que o episódio mais bem sucedido no que diz respeito a criança que projeta seus medos foi mesmo “Night Terrors” – apesar da inesquecível cena de David Tennant correndo com a tocha olímpica na abertura das Olimpíadas…

No nono episódio da sexta temporada o Doutor recebe oum chamado por ajuda,  no seu papel psíquico, do pequeno George. E ele vem à Terra à procura do que poderia estar assustando tanto um menino de oito anos de idade. Ele tem medo de tudo. Sombras se tornam objetos assustadores, sons, formas e vizinhos fazem o garoto tremer e se esconder embaixo do cobertor. Acredite, aos olhos de uma criança tudo pode ser assustador (eu mesma tinha medo de tudo e hoje ainda tenho alguns medos infantis). E o lugar mais assustador do mundo é seu próprio quarto.

Os medos das crianças são poderosos, mas se a criança em questão não é deste planeta, os medos podem se transformar em um risco para todos ao seu redor. Esta é a idéia central por trás do episódio. Uma clássica história de terror que têm tudo que precisa para o expectador: suspense, aquela sensação de apreensão com cada movimento dos personagens, com cada porta aberta ou com o que tem do outro lado da parede.  O episódio foi assustador (talvez não tanto quanto os figurados pelos terríveis Weeping Angels) e os tais monstros são do tipo que botam medo mesmo. Imagine bonecas assustadoras andando por aí querendo brincar contigo e te transformando em bonecas também. Manifestações dos medos de George. Todos os medos dele ganhavam manifestações dentro do armário.

A história é bem simples, mas o clima certo fez com que o episódio fosse realmente muito interessante. A ideia de por os monstros dentro do armário foi simples mas genial, pois esse é o universo infantil. E mais uma vez a química de Amy e Rory renderam momentos maravilhosos. O medo deles era o meu medo a cada topada com as assustadoras bonecas. Eles formam um time e juntos possuem um ótimo tempo para comédia. E Matt Smith é maravilhoso, sempre, mas quando o Doutor está lidando com humanos ele é ainda mais fantástico. O episódio foi muito bom, com tudo na medida certa: humor, medo, atuações e história. Claro que não está no nível dos episódios do Moffat, mas seria exigir demais de um pobre mortal.

Doctor Who 6×08: Let’s Kill Hitler

Let's Kill Hitler

Um longo tempo de espera pelo retorno de Doctor Who. E para a segunda metade da sexta temporada um episódio que inicia com “What the hell? Let’s Kill Hitler!” E o próprio nome do episódio sugere a caçada do maior vilão da História da humanidade. É claro que eu me perguntei se esse não seria um ponto fixo no tempo e que não poderia ser mudado, mas deixei o episódio fluir e ver no que ia dar. Acontece que o episódio passou longe de ser um arco isolado e a participação do infame Hitler durou alguns poucos minutos. E que minutos: Rory socou ele bem no queixo e o trancou no armário. Ah meu centurião romano, sempre mostrando seu valor!

Tudo começou com uma história meio maluca de Departamento de Justiça que viaja no tempo atrás de grandes vilões da história por todo o espaço para dar um fim neles. Acontece que esse departamento tem uma nave que assume a forma de corpo humano (no caso do episódio, pois estavam na Terra) e a tripulação é minúscula, controlando tudo lá de dentro. A cabeça é o centro de controle, e a nave pode assumir a forma de qualquer um, miniaturizando a forma original e sugando para dentro de si. E lá dentro tem mini robôs que funcionam como anticorpos dando um fim a todos que não possuem uma pulseira de autorização para permanecerem dentro da nave/corpo. A tal nave estava na Alemanha em 1938 para dar um fim em Hitler. Read More