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Casa Glass (The Morganville Vampires #1), de Rachel Caine

Depois de finalmente conseguir terminar Casa Glass, só posso dizer que achei o livro muito mais do mesmo, isto é, uma história lugar comum, sem nenhuma novidade. Muitos clichês românticos e personagens sem nenhuma profundidade. O velho drama adolescente que além de ser chato, é irreal (me recuso a acreditar que todas as adolescentes passam o tempo todo pensando em meninos, pois eu não fui esse tipo de adolescente).

A livro fala sobre uma adolescente precoce na universidade em Morganville: a protagonista Claire Danvers. A guria de 16 anos é um pequeno gênio e vai parar em uma universidade localizada numa cidade infestada de vampiros, apesar de obrigada pelos pais ela não gostou muito da ideia. Ok, ela tem pais preocupadíssimos que não a deixam viajar quilômetros de distância para estudar em um lugar decente, mas bem capaz que um gênio estudaria em uma universidade qualquer no fim do mundo. Não bastasse a protagonista ser inteligentíssima (o que ao longo do livro se mostra uma inverdade, pois ela é muito estúpida nas decisões que toma), ela é também uma excluída, ninguém gosta dela no lugar de onde ela veio e também no dormitório onde vive. Já não passou o tempo de excluir os CDFs? Algumas meninas no dormitório a querem morta, pelo motivo mais imbecil que eu já vi em toda a minha vida!

Na tentativa de fugir das doidas do dormitório, Claire acaba conhecendo o trio de moradores da Casa Glass, uma casa super antiga na cidade e para enganar suas perseguidoras, acaba indo morar com eles. Os amigos que ela faz não são menos caricatos: uma gótica, um garoto perfeitinho/lindo e outro lindo/com problemas para se abrir. E cada vez que Claire soltava um pensamento do tipo: “minha nossa como ele é lindo” eu quase vomitava em cima do livro. Ela descobre que a cidade não é apenas infestada, mas administrada por vampiros e apenas os que possuem proteção estão a salvo. Os outros (principalmente os alunos da universidade) podem servir de lanche aos caminhantes noturnos a qualquer momento. Claire e seus amigos, é claro, não possuem proteção. A história gira em torno da tentativa dos amigos de Claire tentando salvá-la dos vampiros e das meninas más do dormitório e para isso resolvem confeccionar ou encontrar um livro que é muito precioso para os vampiros para barganhar por suas vidas.

Nas últimas 50 páginas o livro começa a ficar interessante (não muito), pois são narradas mais cenas de ação e o ápice da história, mas não chega a ser grande coisa em nenhum momento. O final foi uma surpresa, um alívio até, depois de tantas páginas cheias de clichês, personagens mal estruturados e uma narrativa ruim. Simples assim. Além disso, a tradução tem muitos erros. Não sei se faltou revisão ou se foi mal feita mesmo, fato é que tem erros de digitação, pontuação, ortografia, concordância verbal e nominal. Mais uma vez a editora Underworld se esforça demais na apresentação (capa e projeto gráfico) e de menos na tradução/revisão.

Casa Glass (The Morganville Vampires #1)
Rachel Caine
Editora Underworld
288 páginas
Goodreads | Shelfari | Skoob | Submarino

Rating: ★☆☆☆☆ 

Recebi e resenhei esse livro para o Book Tour da Editora Underworld, do qual participo.

Book Tour da Editora Underworld

E no fim de Buffy foram rios de lágrimas

Então terminei de ver Buffy nesse fim de semana. Precisei de um pouco de tempo para me recuperar. Mais uma vez passando por cima dos meus preconceitos. Olhava torto, de cara feia, sempre que ouvia falar do tal seriadinho de uma caçadora de vampiros.

E comecei a prestar mais atenção na série apenas quando vi Firefly e Dollhouse, dois trabalhos do mesmo criador de Buffy The Vampire Slayer, o crudelíssimo e genial Joss Whedon. E sob influência pesada do Juliano, é claro. Não poderia ser diferente: me apaixonei instantaneamente pela série. Pelo argumento, pelo roteiro, pelos personagens. Tudo em Buffy me fazia ficar horas em frente ao computador e à televisão vendo um episódio atrás do outro.

Joss Whedon e Elenco de Buffy

Criador e Criatura

Assim, terminei de ver as sete temporadas em muito menos de um ano. Penso em todos os fãs que acompanharam a série durante sete longos anos, toda a semana, compartilhando as alegrias, as dores e as aventuras que a Sccoby Gang enfrentava. Se eu, em pouquíssimo tempo me senti conectada as histórias e principalmente a alguns personagens, como terá sido acompanhar por todos os sete anos a jornada da caçadora de vampiros e de seus valorosos amigos.

Sentirei falta dos personagens, das tramas, dos vilões, das reviravoltas, dos vampiros desalmados e dos que possuem alma, das irmãs que aparecem do anda, dos romances, da Dark Slayer, das paixões platônicas, dos lobisomens, dos feitiços, das transformações dos personagens. Sentirei falta até da chatice que muitas vezes acometia a protagonista.

E o fim não passou sem me fazer perder litros e mais litros de lágrimas. Não consegui controlar minhas emoções. Assim foi em vários episódios. Todas as temporadas tinham uma áurea especial que me encantava e o gran finale me deprimiu pra valer.

Poderia até pensar: “E agora? Como vou conseguir superar esse final?”. Mas Joss Whedon deixou uma oitava temporada de reserva, em quadrinhos, para todos os que sentem falta.

Então a lamentação fica por aqui, porque tenho uma série de quadrinhos pra ler e um spin-off pra ver (Angel, pra quem por algum acaso não conhece). Mesmo assim, não é a mesma coisa.

Buffy the Vampire Slayer

Buffy the Vampire Slayer

Buffy the Vampire Slayer

Depois que fiquei órfã de Dollhouse, nada mais natural do que procurar outra série do mesmo criador para tentar aplacar a tristeza. Então o Ju me iniciou no mundo de Buffy. A cultuada série de vampiros dos anos 90 e início dos 2000 fez minha cabeça. Estou completamente viciada – percebeu como eu sempre me vicio em tudo que Joss Whedon coloca seus dedinhos mágicos?

É bacana ver esse universo vampiresco de antes da super explosão de Crepúsculo e afins (neste grupo não está inserida a série True Blood da qual eu sou fã e possui uma qualidade infinitamente superior aos livros e filmes das crepusculetes). E mais bacana ainda é ver, em alguns episódios argumentos de séries atuais. Séries inteiras feitas a partir de coisas que rolaram em apenas um episódio de Buffy.

E é inevitável comparar Buffy com True Blood, afinal em ambas temos uma garota que se apaixona por um vampiro. Porém, as séries não são meras cópias ou um punhado de semelhanças. Em True Blood o romance entre Bill e Sookie é tórrido, cheio de cenas picantes. Ao passo que em Buffy o romance corre o risco de acabar (como acontece em um dado momento) se chegar “aos finalmente”.

É delicioso ver um episódio atrás do outro e ainda mais com personagens tão maravilhosos e únicos. Já sou apaixonada por Xander e Willow, os colegas de escola de Buffy que passam a ajudar na caçada.

Buenas, para resumir, a série trata da vida de Buffy, que foi escolhida como a caça vampiros e vai morar em Sunnydale, uma cidadezinha pacata que esconde grandes segredos (rá!) – ela fica na boca do inferno. Ou seja, todos os demônios, vampiros e seres sobrenaturais vão para lá fazer piquenique. Lá ela encontra em dois dos seus colegas de escola os seus mais fiéis aliados e o bibliotecário é seus guardião, enviado da Inglaterra para protegê-la, ensiná-la e ajudá-la na árdua tarefa de se livrar de todos tipo de demônio.

Enfim, mais um vício, mais um drama daqui alguns meses (ou quem sabe semanas) quando eu terminar de assistir a season finale.

True Blood S02E12 – Beyond Here Lies Nothin’

A season finale de True Blood surpreendeu, mas não porque foi incrível, bombástica, maravilhosa e inovadora. Justamente pelo contrário. O último episódio da segunda temporada foi morno, bem morno.

Se você não gosta de spoillers pare de ler neste ponto.

Aquilo que era previsível aconteceu. Maryann finalmente morreu e a cidade ficou livre, de uma hora para outra, de todas aquelas festas orgiásticas e o pessoal recuperou o controle sobre suas mentes. Isso era de se esperar. Mas aconteceu tudo de maneira tão sem graça. Só foi interessante ver a hora da morte da Mênade, com o touro chegando e metendo o chifre na Maryann. E descobrir que o bovino era, na verdade, Sam Merlotte foi uma das melhores partes.

Muito sem graça ver Jason e o Detetive Andy serem transformados em seguidores da Mênade de uma hora para outra. Ficou meio besta aquilo. De mais a mais, o ritual, que deveria ser um ponto alto, foi tão sem sal que quase não deu pra engolir. E o ovo era, afinal, só um ovo de avestruz e seria utilizado como símbolo de fertilidade para o insano ritual.

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Esperando a Season Finale de True Blood

Quem acompanha True Blood sabe que o último episódio não será exibido hoje, mas no próximo domingo. E enquanto a season finale não chega, vamos recordar a segunda metade da temporada?

Eu já havia escrito sobre os sete primeiros episódios da série, então começaremos pelo oitavo, ok?

Episódio 8 – Timebomb

Como o próprio nome já diz, o episódio foi uma bomba relógio. Como a Anica disse, parecia até season finale. Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Parecia que a série não teria mais o que falar depois de tudo aquilo, no entanto o velho e conhecido gancho dá as caras e deixa um gostinho de “preciso ver o próximo episódio agora!” pairando no ar.

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O melhor da 2ª temporada de True Blood até agora

A segunda temporada de True Blood estreiou nos Estados Unidos em junho deste ano e já está no sétimo episódio, exibido no dia 02 de Agosto. Minha intenção era escrever um post por episódio da série, mas a idéia morreu devido aos planos extra web que tenho (entenda: muitos livros para ler para passar em alguma das muitas seleções de mestrado que estou cogitando e em concursos para professora de História). Por isso resolvi fazer uma lista das melhores coisas na série até agora, única e exclusivamente segundo meu gosto pessoal. Mas cuidado com os possíveis spoilers (se ainda não viu não leia, a não ser que não dê importância para surpresas)

Episódio 1 – Nothing But the Blood

Esse episódio foi meio murrinha, para uma estréia estava bem ruim. O melhor deste episódio foi a “filha” adolescente de Bill, Jessica (Deborah Ann Woll). A cena em que Bill lhe ensina a reciclar os frascos de True Blood é a melhor ao lado do desespero de Lafayette no porão misterioso. E minha nossa, não consegui me controlar quando me dei conta que o Terry Bellefleur (que trabalha no bar do Sam) já fez Gilmore Girls. Ele era o Zack Van Gerbig, amigo de banda e depois namoradinho da Lane.

Episódio 2 – Keep This Party Going

Nesse episódio fica evidente uma das melhores atuações da temporada até agora: Ryan Kwanten. A ingenuidade e até mesmo a burrice de Jason dão um tom diferente para o personagem que na primeira temporada foi bem chatinho. Uma das melhores cenas foi a conversa entre Jessica e a “madrastra” Sookie.

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Comentando True Blood

O que eu fiz nesse feriadão de Carnaval além de ir ao Cevas & Blogs e ver a cerimônia do Oscar na Internet? Não, eu não saí em bloco nenhum, não vi desfile de nenhuma escola de samba ao vivo nem na televisão, não fui a nenhum baile de máscaras.

Eu vi a primeira temporada de True Blood, do começo ao fim (exceto o primeiro episódio que tinha visto um tempo atrás). O que não é muito complicado, pois a temporada é mais curta do que a maioria: tem doze episódios (comum para séries da HBO).

Eu gostei bastante da série. Porém não achei a melhor coisa desde  a tampa de rosca, diferente de muitos.

Criada por Alan Ball, o mesmo de Six Feet Under, o programa é baseado na série de livros de Charlaine Harris, em especial no primeiro livro Dead Until Dark. Uma série sobre vampiros que tentam viver entre os humanos e uma garçonete paranormal que se apaixona por um exemplar da fascinante e marginalizada espécie. Passa-se numa cidadezinha no sul dos Estados Unidos onde um assassinato misterioso ocorreu.

Quando vi o piloto pensei: nossa, tudo isso em uma série só? Parece tanta coisa, sei não. Teve gente que gostou demais, eu desconfiei. Dei um tempo para ver os outros episódios. Continue lendo →