Punta del Este e Punta Ballena em um dia?

Terceiro dia no Uruguai! Caraca, nem acredito que esse vlog saiu. Modéstia à parte, acho que ficou bem bacana. E pra onde eu fui? Fui conhecer a luxuosa Punta del Este. De quebra passei em Punta Ballena e na Casa Pueblo, roteiro obrigatório (na minha opinião, claro). Ah o litoral uruguaio, tão lindo. Uma pena que era inverno e eu não pude mergulhar em águas internacionais.

Não consegue assistir? Assiste direto no Youtube e aproveita para conhecer o canal, tem vários vídeos bacanas por lá.

Dani viaja: comida, museu e até uma múmia!

Hoje tem vlog, tem sim senhor!

Meu segundo dia no paízito foi cheio de comida e de visitas a museu. E teve até uma múmia de verdade descoberta totalmente por acaso no Museu de História da Arte.

O Uruguai é um país pequenino que faz fronteira com o Rio Grande do Sul e já é destino carimbado para muito conterrâneos gaúchos e tem se tornado um destino bastante procurado pelos brasileiros. Eu ainda não conhecia e fiquei muito feliz de poder, finalmente, visitar os hermanos do paízito.

Assista o vídeo e não esqueça de curtir, comentar e se inscrever no canal ?

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2015: Retrospectiva sem firulas

WILD

Ainda em clima de virada de ano (já que o ano só começa mesmo depois do carnaval), resolvi escrever um pouco sobre o meu ano de 2015. Uma espécie de retrospectiva sem muita firula. É quase consenso que 2015 foi um ano bosta. E em muitos sentidos ele foi mesmo. Mas para mim ele teve um quê de especial. Foi uma ano cheio de primeiras vezes, um ano em que experimentei a vida adulta plenamente e até que me saí bem, foi também o ano em que o feminismo mudou como eu me enxergo e me coloco no mundo. Vem, pega minha mão e entenda um pouco mais das sandices que estou falando.

As primeiras vezes:

Tomei banho de cachoeira pela primeira vez. E foi muito especial. Foi num passeio da escola, na companhia de colegas de trabalho e alunos que eu amo e mesmo assim pude me libertar e cair na água gelada de roupa e tudo depois de uma trilha curtinha, mas que deu trabalho, afinal de contas preparo físico passa longe desse corpinho.

E por falar em trilha, em 2015 eu trilhei pela primeira vez na vida! Sim, fiz a trilha do Morro da Urca, no Rio de Janeiro. Foi o maior barato. E para uma primeira trilha me saí super bem subindo os 900 metros até chegar no bondinho e continuar o trajeto para o Pão de Açúcar. Nessa trilha eu também tive um contato bastante próximo com macaquinhos fofinhos que roubaram minha barrinha de cereal em uma parada estratégica para recuperar energias (mais uma vez, preparo físico mandou lembranças).

Ainda no clima esporte, nesse ano eu desci dunas em um sandboard e voei por elas em um bugue irado, e o melhor de tudo, tudo isso aconteceu em Nasca, no Peru.

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Adotei mais um gato, o Vincent Van Gogh. Sapeca, arteiro e o bebezão da casa. E radicalizei geral no visual: pintei o cabelo de novo de rosa e depois de azul, além de colocar um piercing no septo.

Nesse ano eu também reuni muitas forças e criei coragem para finalmente terminar um relacionamento que já não estava muito bom e encarei uma aventura completamente nova: enfrentei uma mudança e a vida morando sozinha. Gastei muita grana, meu projeto de economizar foi por água abaixo com tanta mudança na vida (mudanças necessárias). Aluguei um apartamento sozinha e desde o dia 15 de outubro estou morando em Porto Alegre, realizando um sonho de morar no Centro Histórico.

Em 2015 eu viajei três vezes:

  1. Rio de Janeiro (uma semana nas férias de Julho): onde encontrei um casal de amigos que moram por perto, mas que infelizmente vejo pouco, uma amiga do <3 que mora por lá e finalmente conheci uma amiga virtual do tempo que eu era mais ou menos ativa no fórum Valinor...
  2. São Paulo (um bate e volta): 14 e 15 de novembro, com um amigo, para conhecer a Feira do Livro Anarquista de São Paulo. Conheci também o Beco do Batman (muito amor por esse lugar) e passei horas infernais, porém divertidas, na 25 de março.
  3. Peru (sim,fui de novo sem escrever nenhum post sobre a primeira viagem): oito dias na companhia de uma amiga querida que nuca tinha ido. Refiz muitos passeios, vivi aventuras incríveis, pratiquei esportes radicais em Nasca (sandboarding e bugui nas dunas que falei algumas linhas antes), perdi ônibus de uma cidade para outra, pegamos ônibus de viagem que não são destinados para turistas, cheio de locais e de histórias, passei malzona com o soroche em Puno, visitei ilhas flutuantes, vomitei em banheiro de restaurante, passei frio e passei calor, fiquei sem dinheiro (zerada mesmo!) e contei moedas para comer no último dia da viagem, recusei ficar no hostel que tinha reservado porque era horrível de sujo, conheci peruanos e bebi cerveja com eles, fui enganada por agente de viagem em Arequipa, fiquei sem ir a Macchu Picchu e aproveitei muito cada segundo da viagem, mesmo com todos os perrengues.

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Eu também fiz upgrade no equipamento fotográfico e de vídeo: comprei uma Canon T5i, uma GoPro 3+ Black Edition, uma Instax Mini e uma câmera lomo, a Diana F+. Além disso, fiz um upgrade no computador, adquiri um MacBook Pro Retina 13′. Descobri dezenas de aplicativos maneiros. Uns me deixaram mais pobres e outros mais rica. Outros ainda me trouxeram horas de gargalhadas e pessoas que passaram voando e outras que ficaram…

Em 2015 eu descobri que ainda tenho fôlego pra ir numa festa mara, dançar a noite toda, ir para casa, tomar banho e mesmo virada entregar boletins no sábado de manhã. Eu também voltei a pedalar, com o aplicativo BikePoa e amei (já estou até pensando em comprar uma bicicleta para mim). E algo maravilhoso: conheci pessoalmente amigos de longa data das internê… Virei um jogo de videogame depois de muito tempo sem jogar. Passei 24 horas lendo em uma maratona literária. E ainda assim li pouco ao longo do ano. Comprei muito livro, vi pouco filme, fui bastante ao cinema (proporcionalmente), gravei alguns vídeos (alguns ainda esperam edição, desculpaê), saí mais com os amigos, desenhei pouco, investi em aquarela, pisei na bola, tentei consertar, reclamei menos, fiz mais.

E talvez o mais importante de tudo, 2015 foi o ano em que o feminismo mudou minha vida. Eu me considero uma feminista desde muito jovem, mas foi somente nesse ano que eu me aprofundei mais no feminismo como teoria e como prática. Aprendi que representação importa, que gordofobia é um problema que eu enfrento desde cedo na vida (e é um termo tão novo que nem o corretor aceita a palavra sem sublinhar de vermelho), que um relacionamento abusivo não depende necessariamente de uma relação com violência doméstica, que eu não preciso ter vergonha de ser diferente, parei de ter vergonha e estou explorando e conhecendo meu próprio corpo, usei o tal copinho pela primeira vez e me apaixonei, resgatei debates internos sobre minha sexualidade. Em 2015 li muito sobre o assunto e mudei muitas práticas na minha vida. Ainda não mudei muitas outras, mas tudo é uma construção diária e começar foi extremamente importante.

Acho que o saldo de 2015 não foi apenas de coisas negativas. Infelizmente nosso cenário político e econômico foi realmente complicado, mas minha vida pessoal meio que compensou isso. Acho que aprendi que viver é experimentar e tirar ensinamentos bons até das piores coisas, e isso tudo eu aprendi (ou reaprendi) esse ano. Então, por todas as coisas boas e ruins, obrigada 2015.

6 em 6 – Setembro de 2015

Finalmente eu voltei com o projeto 6 em 6. Apesar da simplicidade que é postar seis fotos no blog todo dia 6 do mês, sem tema nem nada, eu estou há mais de um ano sem conseguir postar fotos no dia 6. Como estou tentando voltar com força total para o universo blogueiro, quero essa pauta fixa daqui por diante.

Então lá vai. Esse mês resolvi postar algumas fotos das minhas últimas viagens para dar um gostinho do que vem por aí: posts recheados de dicas e experiências de viagem.

Casa Rosada em Buenos Aires
Paranapiacaba, São Paulo
La Sebastiana, uma das casas museu de Pablo Neruda, em Valparaíso, Chile
Macchu Picchu no Peru
Farol de Klein Curaçao em Curaçao
Vista de cima do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro

Então, um destino, uma foto. Internacionais, nacionais, não importa, o que importa é viajar! Até mais, e não esqueça de deixar seu comentário. 😉

Floripa, inspiração

Em setembro de 2013 eu fui pela primeira vez para a capital catarinense. Sim, parece bobagem escrever sobre uma viagem que tanta gente já fez (falo daqueles gaúchos que veraneiam todos os anos ou já foram muitas vezes na vida no litoral paradisíaco do estado vizinho), mas eu fiquei realmente encantada com a ilha.

E quem não ficaria? Isso que o feriadão mais importante para o povo gaúcho segundo a valorosa Zero Hora (SQN) foi um final de semana chuvoso em todo os sul do país. Nem a chuva torrencial tirou a beleza da ilha. Nem os engarrafamentos mil tiraram os mistérios da ilha. Percorri toda ela de carro com um casal de amigos e o namorado. Visitei todos os points badalados de Floripa e fiquei com aquele gostinho de quero mais.

Quero no verão, quero no inverno, quero aprender a nadar para aprender a surfar. Sim, eu cogitei até essa possibilidade, tamanha admiração que garrei desse povo que pega onda. Claro que essa vontade deu e passou, mas cada vez que vejo o mar eu penso que seria uma possibilidade bastante interessante (a gordinha aqui já aprendeu a nadar, mais ou menos, mas a coragem de subir numa prancha ainda está bem longe de se materializar). Sobre aprender a nadar aos 29 anos, sobre essa vontade repentina e maluca e sobre o apreço ao esporte e seus praticantes eu posso escrever em outra oportunidade, se for vontade de vocês, claro.

Floripa me deixou com vontade de largar tudo e morar lá. Viver uma vida simples, na praia, sem muita preocupação. Por vários motivos, dentre eles o fato de ser uma cidade grande, com todos os confortos de uma vida moderna, mas com a possibilidade de viver no mato, na beira da praia, vivendo devagar, em conexão com a natureza. Essa possibilidade não só me encantou, mas me transformou de tal forma que agradeço todos os dias por ter ido pra lá no momento que fui. Estava precisando. E esse tipo de viagem, que te transforma, que te faz ver o outro como possibilidade e não com estranhamento puro e simples (lembra dos surfistas?) é a mais gostosa de se fazer. E como disse Olivia Maia em uma de suas newsletters (a propósito, já assinou a newsletter dela, é incrível, assina logo!) a viagem e a literatura tem muito em comum. Em ambas eu posso conhecer outros mundos, outras formas de viver (n)o mundo e criar empatia com elas. Lindo isso, né? Eu concordo plenamente.

Uma pena não ter levado máquina fotográfica e depender das fotos podrinhas do celular. Mas ficou registrado na memória.

Vista da ponte Hercilio Luz
Vista do Mirante do Morro da Cruz

Surfista de pedra

 

Veja mais fotos no álbum do Flickr.

Adorei conhecer as praias, tomar banho de mar em um dos pouquíssimos momentos em que a chuva deu sossego, admirar a paisagem magnífica da ilha, visitar prainhas de pescadores e praias super badaladas pela juventude bonita e festeira, adorei conhecer Santo Antônio de Lisboa, um dos pontos altos da viagem, sem dúvida. Adorei a aventura, a loucura da cidade, adorei a comida. Adorei tanta coisa, adorei tudo que vi e vivi por lá. Espero voltar muitas outras vezes e conhecer amigos virtuais que moram por lá.